Amácio Mazzaropi (1912/1981) foi um ator e cineasta que fez grande história na comédia brasileira e na história do cinema nacional. Filho de pai italiano e mãe portuguesa, Mazzaropi mudou-se aos 2 anos para a cidade de Taubaté, interior de São Paulo, passando alí grande parte de sua infância. Em 1935 iniciou sua vida de ator e desde então nunca mais abandonou a vida artistica, tendo realizado e participado de mais de 30 filmes, sendo que um deles, “Portugal… Minha Saudade” que teve locações em Taubaté, Coimbra, Fátima e Lisboa.
Após a morte de Mazzaropi, em 1981, o patrimônio construído por ele e tudo o que havia nos estúdios – câmeras, equipamentos, figurinos, cenários, fotos, carros equipados para externas – foi leiloado, vendido ou extraviado. Em 1992 foi criado o Museu Mazzaropi no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté (São Paulo), local sede dos estúdios de cinema de Mazzaropi, na década de 1970 e meados dos anos 80.
Depois da aquisição do local, em 1985, e de sua recuperação para uso como hotel, os proprietários, antigos conhecidos de Mazzaropi, deram início ao resgate da história da PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e criaram o Museu Mazzaropi para expor o acervo que, pouco a pouco, foi sendo recuperado por meio de aquisições, doações de fãs e de pessoas que trabalharam com o cineasta.
No acervo há mais de 20.000 itens entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e equipamentos que “contam” boa parte da carreira do artista. O museu é aberto à visitação e promove constantemente o atendimento aos alunos de escolas interessados em conhecer mais sobre a história do cinema nacional. O Museu Mazzaropi, em Taubaté, é uma iniciativa privada e sem fins lucrativos, mantido pelo Instituto Mazzaropi.
O Museu Afro Brasil situado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque Ibirapuera em São Paulo é uma grande contribuição para a preservação e divulgação da influência africana na formação do patrimônio cultural brasileiro. A instituição pública, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, apresenta aos visitantes 11 mil m2 contendo um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje.
Sua criação deu-se em 2004 a partir da coleção particular do Diretor Curador Emanoel Araujo, e nos últimos 10 anos tem contribuido imenso para a valorização histórica do universo cultural brasileiro. O Museu Afro Brasil conta com exposições de longa duração e exposições temporárias, estando divido em 06 núcleos: África: Diversidade e Permanência, Trabalho e Escravidão, As Religiões Afro-Brasileiras, O Sagrado e o Profano, História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira.
Há possibilidade de visitação guiada por uma equipe de educadores, profissionais especializados e pesquisadores, para grupos de estudantes e para grupos turísticos, devendo-se contactar antecipadamente para maiores informações e marcações.
Convém lembrar que para visitação há algumas regras que devem ser seguidas, o visitante poderá conhece-las em: – Regras para Visitação
Museu Afro Brasil
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – próximo ao Portão 10
04094-050 São Paulo/SP – Brasil – Tel: +55 11 3320-8900
Horário de Funcionamento
3ª feira a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h).
Exceto dias 24, 25 e 31 de dezembro e 01 de janeiro, dias que o Museu estará fechado.
Na última 5ª feira de cada mês, o Museu permanece aberto até às 21h para visitação noturna.
Situado na Rue Duphot, em Paris, o Hotel Le Burgundy surpreende não só pelo luxo, mas pelo bom gosto da decoração que faz com que o hóspede sinta-se como se estivesse em sua casa, num ambiente acolhedor, aconchegante e delicado. O lema do Le Burgundy é “Luxo contemporâneo que respeita o passado” já que o hotel encontra-se num edifício histórico datado de 1850, que foi totalmente remodelado para acolher um dos mais luxuosos empreendimentos de hotelaria dos últimos tempos.
O hotel oferece todos os serviços que os clientes de bom gosto esperam de um hotel de luxo: um restaurante gourmet, bar, spa com piscina, luxo que é raro encontrar no centro de Paris. Luminoso e arejado, os 51 quartos e 8 suites oferecem uma espaço confortável, tendo a decoração em 8 temas diferenciados que passam por tonas castanhos, fúcsia, azul, bronze e verde.
O toque especial fica pelo aroma que o hotel “emana”, ou seja, o Hotel Le Burgundy tem um perfume de marca própria que se faz sentir em toda a unidade hoteleira. O hotel dispõe ainda de uma área de recreação destinada as crianças, onde os pais podem deixar os filhos com tranquilidade enquanto fazem as compras pela bela capital francesa.
O Hotel Le Burgundy dispõe ainda de um serviço de organização de piqueniques nalguns dos mais emblemáticos parques da cidade, para tal é necessário solicitar o serviço antecipadamente.
Hoje o Bigviagem, traz para vocês mais um texto do nosso colaborador Pedro B. Infelizmente, para mim, e creio que para todos os leitores que apreciam os artigos do Pedro, este será o último.
Só tenho a agradecer ao Pedro B. pela gentileza nestes últimos meses de nos ter brindado com textos de altíssima qualidade e (na minha opinião) grande genialidade.
É bom saber que em Portugal, ainda temos “Pedros B.”, para mim é um alento diante de tanta mediocridade e idiotice que presencio no dia-a-dia. Obrigada Pedro B.!
A semente da violência
A minha semana começou como sempre. Levantei-me, fiz a minha higiene matinal, acordei os meus filhos, dei-lhes pequeno almoço, levei-os à escola e voltei para a minha casa para programar o meu dia e a minha semana de trabalho. Tudo normal, tudo dentro da rotina. Mas no retorno a casa, após deixar os meus filhos na escola, presenciei um fugaz momento de extrema violência entre 2 condutores, provavelmente a caminho do seu trabalho, quando estava parado num semáforo. Ao realizar este momento, começaram os “hyperlinks” dentro da minha cabeça que me levaram a escrever este artigo. A minha semana começou com violência e esse não é um sentimento que me agrada, por isso peço-vos desculpa, mas desta vez é assim.
O fugaz momento de extrema violência que presenciei passou-se entre 2 condutores. Enquanto estava à espera que o meu semáforo passa-se para verde, constatei que na faixa de rodagem contrária, um condutor dos seus 50 anos, abriu a porta do seu veículo, deixando a sua mulher no interior, e correu em direcção ao automóvel em frente dele para lhe dar um pontapé. Ensaiou o pontapé, mas não acertou, pois o veículo “vítima” arrancou a tempo. Mas, eis senão quando, cerca de 10 metros à frente, ouve-se um chiar de pneus e de dentro do veículo sai um jovem dos seus 30 anos, bruscamente e em corrida em direcção ao seu oponente. Bem no meio da estrada, os dois condutores envolveram-se numa briga, como murros, pontapés e sei lá o que mais, pois, entretanto, tive de arrancar e perdi o resto da cena.
O que é que levou a que 2 condutores, sem qualquer historial entre eles, se envolvessem numa luta, matinal, a caminho do trabalho, no meio da estrada, na presença de dezenas de outros veículos, todos eles também a caminho do trabalho? Que razões levam a que 2 pessoas proporcionem este deplorável espectáculo, assim, sem mais nem menos, de uma forma gratuita e inusitada, resultante de uma escaramuça de trânsito? Tem de haver muitas outras razões que vão muito mais além do acto rodoviário em si, pois a violência empregada era tal que, claramente, ambos os condutores estavam a extrapolar algo mais do que apenas uma manobra mais arriscada ou desrespeitosa.
No cruzamento a seguir cruzo-me com um carro da polícia com uma decoração diferente da habitual. Tratava-se de uma brigada especial da polícia criada para o turismo. No meu país não tinha conhecimento destas brigadas, até porque, creio viver num país altamente civilizado no qual o turista faz parte da paisagem social, tal como outro cidadão qualquer. Sucedeu-se o primeiro dos meus “hyperlinks” mentais fruto da correlação entre este acontecimento e a luta presenciada no semáforo mais abaixo – A violência não só está presente no nosso dia-a-dia, como assume as mais estranhas formas dissimuladas. Para existir uma brigada desta natureza é porque algo de muito errado se está passar com os turistas que nos visitam. E se é da policia que estamos a falar, certamente a violência estará envolvida.
Depois foi uma torrente de “hyperlinks” que correu. O cinema está carregado de violência, que confunde este sentimento com emoções fortes e abusa de uma receita assente na exploração da imagem-excesso desenhada para que o receptor se sinta poderoso e perfeito como o herói que desfila na tela diante de si. A televisão intoxica-nos de violência, desde aquela que é usada nas notícias até simples trocas de palavras nos programas da manhã, onde apresentadoras impreparadas e irresponsáveis incitam os espectadores a fazerem justiça pelas próprias mãos ou a desrespeitar inúmeros pilares civilizacionais que fazem parte da nossa identidade enquanto povo, enquanto nação. É como se a violência deixasse de se constituir como um tema em si e passa-se a fazer parte da receita “estética” aplicada a estas produções, como se deixasse de fazer parte da narrativa e passasse a constituir-se como a essência destes produtos.
A violência também se manifesta em paradoxos interessantes. Tóquio, a maior metrópole do mundo, com cerca de 26 milhões de habitantes, caracteriza-se como a cidade mais segura do mundo. No entanto, é nesta cidade que mais se consome violência, materializada nos milhões de livros de banda desenhada “manga” que se vendem diariamente, abordando assuntos de extrema violência, física, sexual e emocional. O Rio de Janeiro, berço da Bossanova e do “easylife”, do amor pelas coisas simples e naturais é assolado desde há muitos anos por episódios diários de extrema violência, desde raptos, a assassínios e roubos. Os países árabes que submetem a sua constituição ao primado da teologia, assente nas leituras do Alcorão, apresentam índices de crime e de roubo muito abaixo de todos os restantes países. Mas são nesses pacíficos países que surgem aberrações como a Irmandade Muçulmana que está a redefinir os próprios cânones da violência, usando esta como elemento de um espectáculo que ninguém quer ou deseja, mas que nos é imposto de uma forma implacável.
E poderia continuar a expor-vos os meus “hyperlinks” que resultaram daquele incidente matinal, mas vou-vos poupar a isso, porque este artigo ganharia contornos de um ensaio interminável, pois a violência poderá ser aferida de praticamente todos os actos e detalhes da nossa vida. Inclusive a não-violência é, em si, um acto de violência. Deixaria de o ser se passássemos a chamar a violência de “não-pacífico”, o que soa muito estranho, ao passo que a “não-violência” faz parte do nosso léxico (a título de exemplo, o meu corrector ortográfico automático assinala como erro o “não-pacífico” enquanto a “não-violência” assume como correcto – a violência também tece as suas teias junto dos correctores ortográficos automáticos).
Mas o que tem tudo isto a ver com o assunto que o fez chegar até aqui ao Bigviagem? Será que a violência também é um dos ingredientes presentes na indústria do turismo? Sem dúvida.
Desde os atentados terroristas dirigidos a turistas, que funcionam como um “statement” politico para o resto do mundo, esquecendo-se os terroristas que as pessoas que executaram provavelmente estiveram a vida toda a acalentar um sonho que finalmente se realizou, até à ditadura imposta pelo mercado que obrigam um país a subjugar-se a imperativos de consumo para satisfazer hordas de turistas sem qualquer preocupação pelo meio que visitam. Este tipo de violência destrói culturas e identidades sem qualquer misericórdia, tudo em função do dinheiro fácil e imediato, com resultados satisfatórios a curto prazo, mas absolutamente destrutivos no médio e longo prazo.
Poderíamos viver sem violência? Não, não poderíamos. Ela faz parte, como já o disse, da condição humana. Mas temos a obrigação de a reconhecer, de a contrariar e de a reinventar com o intuito de fazer com que cada uma das suas estocadas seja menos prejudicial para nós, enquanto turistas, enquanto cidadãos, enquanto seres humanos. Novas formas de violência serão inventadas, certamente, mas a nossa luta será implacável, “violenta” mesmo, para que num futuro próximo possamos empregar a “interrupção da paz” no lugar de “violência”.
E é com a violência que me despeço de todos vós, leitores do Bigviagem. Foi um prazer partilhar com todos vós mais de 26.000 palavras ao longo de 26 artigos. Deixo um agradecimento especial à Kátia Pinheiro por me deixar intrometer no seu blog. Obrigado e bem hajam.
Hoje o nosso colaborador Pedro B. fala sobre um tema que geralmente os viajantes adoram. Se você gosta de viajar é quase certo que também adora souvenirs. Eu adoro souvenirs, aliás gosto tanto que tenho um monte de souvenirs inclusive da cidade onde vivo cá em Portugal. Assim como os amantes de viagem, eu acho que uma viagem sem um souvenir não é viagem. Quando viajo, sempre separo uma verba destinada as “tranqueirinhas” que vou vendo pelo caminho e claro não resisto comprar. E vocês? Concordam? O que acham do souvenir?
O dilema do souvenir
O souvenir é indissociável do turismo e traduz um sentimento universal a todas as culturas e geografias. Qualquer cidade ou lugar que vamos está munido de locais repletos de objectos capazes de nos despertar esta necessidade que temos de perpetuar a nossa memória. Trata-se, portanto, de uma espécie de materialização da memória. E porque é que temos necessidade disso? Será que não basta a nossa memória? Será que as fotografias são insuficientes? Porque é que a indústria dos souvenirs continua a ter sucesso depois de tantos anos e assente num modelo com muitas poucas variações? Porque é que não nos fartamos dos souvenirs? E porque é que os compramos sabendo de antemão que esses objectos presentes nas lojas de souvenirs são tudo menos autênticos (nem que seja pelo facto de estarem numa loja de souvenirs e não no seu habitat de origem)?
Julgo que a resposta se encontra associada a um conceito que me encanta sobremaneira. A indústria dos souvenirs tem sucesso e nunca deixará de ter porque, acima de tudo, uma viagem é a mais perfeita tradução do efémero. Segundo a wikipedia, o efémero são coisas ou sentimentos que são transitórios, passageiros ou que duram pouco tempo. Trata-se de uma definição fria e bastante concreta. No entanto, o efémero é um território vastíssimo que alimenta a nossa imaginação como poucos conceitos e que serve, frequentemente, de ponto de partida a poetas, músicos, pintores, artistas em geral, políticos (porque não?), desportistas, enfim, todos têm lugar nesse maravilhoso conceito com uma capacidade de fascinação ímpar.
Gerir os sentimentos efémeros também é uma magna tarefa. Sendo uma viagem efémera, ou seja, uma coisa transitória, passageira, como fazer para tirar o melhor proveito dela e não me frustrar quando chega ao fim? Julgo que a má gestão do efémero deverá ser a principal causadora do flagelo da depressão que nos assola. Mas se eu compreender a magnitude do efémero, tenho a certeza que não só tirarei mais proveito daquele momento que durou pouco tempo, como terei a capacidade de o integrar no meu quotidiano e torná-lo um pouco menos passageiro.
Os souvenirs são uma espécie de antídoto contra o efémero e quem os fabrica sabe-o muito bem. Saber que uma coisa boa irá acabar em breve não nos é agradável. Os nossos instintos levam-nos a querer perpetuar esse sentimento a qualquer preço. É uma coisa animal, descontrolada. Quem nunca sentiu uma espécie de mini depressão quando regressamos a casa depois de uma viagem fantástica? Pois bem, os souvenirs ajudam-nos nesses momentos, qual anti-depressivo, e combatem esse vazio que se instala, pois remetem-nos para sensações boas, para memórias de momentos extraordinários. Os souvenirs são uma espécie de fantasma da nossa viagem que nos assombra e nos ajuda a esquecer as agruras do nosso dia-a-dia.
Mas não são suficientes e, quanto a mim, retiram um pouco da poesia do efémero que tanto gosto e que julgo ser o ingrediente secreto das viagens. Mas isto significa que os souvenirs deverão ser banidos ou ignorados? Julgo que não. Acabar com os souvenirs seria acabar com uma tradição e um sentimento intrínseco à nossa condição de seres humanos. O souvenir é muito mais do que um produto turístico. É uma memória materializada, um sentimento com átomos e isso tem um valor incalculável. Desde sempre, desde o início dos tempos, que nós coleccionados souvenirs, desde as cabeças dos nossos inimigos, até às pedras preciosas e obras de arte. O que defendo é que nós, enquanto beneficiários do souvenir, devemos conferir um valor mais nobre, quase transcendental, a estes peculiares objectos.
Este é o verdadeiro dilema do souvenir: Como fazer com que um objecto tenha a capacidade de perpetuar o efémero? E se falamos de perpetuação então o efémero deixa de fazer sentido. É aqui que entra a poesia. É aqui que o souvenir nos vai ajudar a encontrar o caminho do efémero e nada mais.
Hoje o Bigviagem conta mais uma vez com a participação de Pedro B., nosso colaborador em alguns dos últimos artigos. Desta vez, devo dizer, que na minha opinião Pedro B. se superou. O artigo conjuga várias situações relacionadas a viagens, romance e carnaval; mais brilhante não poderia ser. Eu adorei, agora é a vez de vocês se deliciarem com este texto inteligente e muito bem humorado!
(Dia de São Valentim + Carnaval) – Lei de Murphy = Viagem perfeita
O próximo fim de semana adivinha-se como festivo e romântico, fruto da conjugação da celebração do carnaval e do dia de São Valentim, vulgo dia dos namorados. É o que se chama um “fim de semana de arromba” com motivos mais do que suficientes para cometer algumas loucuras. Porque não incluir a possibilidade de uma viagem?
Instintivamente fui assaltado por essa possibilidade enquanto guiava o meu carro entre os inúmeros afazeres diários que ditam o meu dia-a-dia. Pensava em finalmente oferecer-me aquela viagem descomprometida e orientada apenas para o romance e a diversão. Nestas cogitações fui interrompido por um cronista de rádio que falava da Lei de Murphy. A Lei de Murphy foi criada pelo Engenheiro aeroespacial norte americano Edward A. Murphy, e, de uma forma simples, pode ser traduzida em algo como: “Se há a possibilidade de alguma coisa correr mal, é porque irá correr mal”. Simpatizo bastante com esta formulação de lei, pois além de cómica é terrivelmente instrutiva e simples. Esta súbita intromissão da lei de Murphy levou-me automaticamente a repensar este ensejo de viajar, pois a conjugação de romance e festa pode levar a resultados muito distintos, conforme as variáveis que as compõem.
Daí que tive de recorrer a uma equação que de alguma forma me ajudasse a escolher a melhor viagem possível para celebrar estas duas datas tão festivas, que poderão ser complementares ou absolutamente antagónicas. E porque é que é assim? Vejamos:
– O Carnaval é uma celebração em grupo;
– O dia dos namorados é uma celebração íntima e pessoal;
– O Carnaval é uma boa ocasião para descobrir um novo amor;
– O dia dos Namorados é a ocasião perfeita para confirmar os votos de fidelidade;
– O Carnaval prolonga-se em festas dançantes até de madrugada;
– O madrugada do dia dos Namorados só tem sentido acontecer num local que certamente será tudo menos público.
Jogar com todas estas variáveis e tendo a Lei de Murphy como pano de fundo, conseguem imaginar as várias receitas para o desastre que poderão surgir de uma viagem mal planeada. Por isso, recorri ao pensamento abstracto para me ajudar a planear da melhor forma possível estas importantes datas e elaborei uma equação que está reflectida no título deste artigo e que pretende responder a estas ansiedades e antagonismos resultantes da junção explosiva destas duas datas, destas duas grandes festas. A Lei de Murphy é a variável que funciona como “chamada à terra” ou se quiserem, como elemento racional em contraposição com os elementos festivos e emocionais contidos nas outras 2 variáveis.
O resultado a que cheguei, ou seja, o destino perfeito para este fim de semana é o Equador. Passo a explicar:
Comecei por enumerar possíveis destinos onde a comemoração do carnaval é relevante, pois o dia dos namorados é possível comemorar em qualquer lado desde que esteja acompanhado. Assim sendo seleccionei os seguintes destinos e combinei as variáveis (dia dos namorados e carnaval) com os locais, dando notas a cada uma das variáveis.
Logo a seguir introduzi a variável Lei de Murphy que irá subtrair ao resultado da adição das 2 primeiras variáveis (procedo a explicações abaixo):
1. Rio de Janeiro (Brasil) – 5 namorados + 10 carnaval = 15 – (5+0) = 10
Carnaval no Rio de Janeiro é a maior festa do mundo, em pleno verão. Altura ideal para assumir todas as nossas loucuras. Perfeito para festa, desastroso para dia dos namorados, onde a concentração tem apenas o sentido da minha companhia. A grande festa do carnaval carioca é muito mais do que isso e vale a pena vivê-la integralmente, daí a Lei de Murphy ter anulado o dia dos namorados e não aparecer na carnaval.
Parece que o Carnaval é a altura em que Veneza fica mais cheia. Conseguem imaginar Veneza ainda mais cheia do que costuma ser? Deve ser um pesadelo. No entanto, pela sua arquitetura e história Veneza é o mais romântico dos locais, perfeito para namorar. O Carnaval, embora especial, não me parece muito espontâneo. Pelo contrário, as suas imagens revelam uma sofisticação de máscaras só ao alcance de alguns. Embora tenha alguma magia, não me atrai muito. Prefiro uma Veneza sem Carnaval. E além é Inverno.
Não conheço este carnaval, mas pelo facto de se passar no sul de França, ganha logo uns créditos. Nice é uma cidade sofisticada e perfeita para o romance. O Sul de França contrasta brutalmente com o resto do país e por isso a festa estará sempre garantida.
Nunca tinha ouvido falar, mas pelo facto de ser na Eslovénia é para mim um motivo de curiosidade. Eslovénia é a parte industrializada da antiga Jugoslávia. Perto de Itália e da Áustria e Hungria, os Eslovenos são os menos jugoslavos de todos os Jugoslavos, mas não o deixam de ser e um carnaval na antiga Jugoslávia tem de ser sempre um motivo de interesse. Quanto ao romance, não conheço a cidade de Ptuj, mas prevejo que seja pequena e tenha poucas coisas para fazer, para alem de estarmos em pleno inverno). O quarto de hotel teria de ser magnífico.
Dubrovnick é uma cidade linda e romântica ao nível de Veneza. Os croatas são ex-jugoslavos e portanto sabem divertir-se. Parece-me uma combinação explosiva para este fim de semana.
Os Suíços são um povo extraordinário. Eficazes, produtivos, implacáveis, frios e rigorosos. Conseguem imaginar um carnaval Suíço? Eu não. Mas os Alpes e a neve são um cenário muito romântico.
Parece que se comemora o carnaval em Tóquio com grandes desfiles de carros alegóricos, muito samba e muita festa. A sério? Em Tóquio? Mas vale ir para o Rio de Janeiro. No entanto tenho um fascínio por Tóquio, a maior de todas as metrópoles. Romântica? Não interessa. Gostava de levar lá a minha cara metade, preferencialmente fora da época do carnaval.
No Canadá comemora-se um carnaval assumidamente frio. Parece que é o melhor carnaval gelado do mundo e só esse epíteto merece toda a minha aprovação e simpatia. Estamos no hemisfério norte, no pino do Inverno. Porque é que temos de celebrar o carnaval como se celebra no Brasil em pleno verão? Como português farto-me de rir quando vejo imagens de carnavais no norte de Portugal, com temperaturas próximas dos 0 graus negativos (e em alguns casos mesmo abaixo) em que assistimos a corpos descascados, brancos quase transparentes e com as veias azuis e a pele de galinha a sobrepor-se à fantasia de carnaval. Não faz sentido. Carnaval gelado faz todo o sentido. No entanto para namorar, não me parece ideal.
Pais perto do Brasil, relativamente inexplorado e com calor. O Equador tem de ser um pais romântico nem que seja pela sua própria situação de ser atravessado pela linha do equador. E devem saber divertir-se no Carnaval. Muito interessante.
Carnaval e Índia são ingredientes de um prato que nunca me ocorreriam, mas parece que existe e Goa é a sua Meca. Embora esteja no hemisfério norte, encontra-se numa zona tropical e por isso o frio não deve ser um problema. A mistura das tradições Hindus com a festa do carnaval é capaz de ser um coisa bem interessante. E Goa, uma cidade muito romântica. Índia tem o problema dos saneamento básico e da miséria social, mas neste caso penso que não seriam grande problema.
E o leitor? Onde passaria este fim de semana de arromba que se avizinha?
Hoje o Bigviagem traz para vocês mais um artigo de Pedro B. onde o tema central são os burlões e as aldrabices que por vezes nos deparamos em nosso dia a dia, seja na vida profissional ou pessoal. Infelizmente mentirosos contumazes é que mais tem nos dias de hoje, e há em todas as esferas. Adorei o artigo e isso fez-me lembrar algo que eu sempre gosto de avisar aqui no blog, muito cuidado com promoções mirabolantes e preços milagrosos que alguns sites de viagem (e/ou agências) prometem. Quando a esmola é demais, santo desconfia. Por isso, esteja atento! 😉
Burlões, vigaristas e a arte de viver
Ao folhear recentemente um jornal diário, dei de caras com um artigo surpreendente que contava as aventuras e desventuras de um burlão português. Poderia ser mais uma história como tantas outras, mas esta era especial, pois em tempos conheci o burlão em causa que me foi altamente recomendado por um insuspeito colega de profissão. Tive a oportunidade de reunir com ele e trocar ideias com o intuito de uma possível colaboração. Tudo correu maravilhosamente, e este burlão possuía todas as respostas e soluções que desde há uns meses procurava desesperadamente, para implementar na empresa onde trabalhava… mas algo levou-me a suspeitar deste clima quase perfeito. Tudo estava a correr bem demais e as nossas conversas estavam bem ancoradas numa lógica coerente e aparentemente simples. Acrescente-se ainda que o burlão foi-me recomendado através de uma fonte insuspeita. Em termos formais estava tudo bem e parte da resolução dos meus problemas estava ali mesmo há minha frente. O que me levou a desconfiar e a interromper as negociações? Terá sido um golpe de sorte?
Não, não foi um golpe de sorte. Foi antes uma sensação intraduzível de que algo não estava bem e, porque representava uma empresa, senti que não deveria continuar, independentemente da falsa sensação de “eldorado” que este burlão tão bem sabia gravar nas mentes dos seus interlocutores.
Descodificar este momento de decisão é uma tarefa árdua, com tentáculos que se estendem por entre vários campos científicos e para-científicos, sobre os quais não tenho qualquer competência, mas ao ler este artigo, levou-me a rebuscar as minhas memórias. Hoje esboço um sorriso pela minha sagacidade involuntária, mas poderia estar muito pior caso naquele momento em que decidi não avançar, houvesse outras condicionantes que me levassem a fazer o contrário, e acreditem que poderia ter sido mais uma das vítimas que este burlão enganou ao longo de mais de 20 anos, tivesse ele tido mais cuidado ao apresentar as suas valências e optado por um discurso menos profético e menos ambicioso.
No entanto, simpatizei enormemente com este burlão. Falávamos a “mesma língua” e estranhamente todas as suas referencias extra-profissionais coincidiam com as minhas. Ele fez o seu trabalho de casa e criou uma personagem extremamente agradável para a minha pessoa. Esqueceu-se de que misturar o universo e as referencias pessoais com o universo profissional e corporativo nunca dá bom resultado e esta mistura talvez tenha sido o “clique” que me levou a não prosseguir com os seus mirabolantes projectos.
Hoje olho para trás e acho tudo isto muito divertido. Mas, na verdade, é um verdadeiro desastre e uma calamidade que estes sujeitos continuem a alimentar-se das nossas vidas. Este burlão foi denunciado e de uma forma verdadeiramente implacável, tal era o rol de queixas e aldrabices que deixou para trás. Vai ter uma vida muito difícil a partir deste momento. Mas até chegar aqui andou 20 anos a engendrar esquemas e a enganar pessoas em seu benefício, por vezes por milhares de euros, outras por apenas uma cama para dormir durante a noite. O que leva estes sujeitos a optar por uma vida assim?
Normalmente são mentirosos patológicos e sociopatas, com uma alto grau de inteligência e um discurso cativante e irrepreensível. Este burlão não só inventou falsas empresas, como foi blogger convidado para assistir aos comícios de um dos principais partidos políticos portugueses e inclusive discursou numa palestra promovida pelo patriarcado português sobre os benefícios das redes sociais. Centenas de pessoas aplaudiram-no… em pé!
Um verdadeiro artista, sem dúvida, que foi apanhado pelo facto de ter deixado um rasto digital grande que passava principalmente pelas redes sociais, o seu terreno de eleição. O burlão foi apanhado, precisamente, pela fonte que utilizava para sustentar os seus esquemas. Uma bela lição de vida e de uma justiça a toda a prova.
Burlas e burlões é o que não faltam por aí, principalmente quando estamos em viagem. Quem nunca foi burlado, que “atire a primeira pedra”. Várias vezes fui vítima de burla, nenhuma delas muito grave, mas verdadeiramente irritantes e desnecessárias. Mas houve uma que embora a tenha identificado logo no início, deixei correr porque o meu interlocutor era um verdadeiro artista, como este burlão que vos falei, e deixei-me levar de propósito, porque na verdade estava a gostar de perceber até onde ia este burlão. Foi divertido.
Quase como um espectáculo e no fim valeu bem a pena e deixei-me burlar… por uma ninharia. Foi no Egipto e ainda hoje revisito este momento que um grande sorriso e alguma perplexidade: Porque que é que o burlão se deu aquele trabalho para ganhar uma ninharia? Há mistérios insondáveis e ainda bem, pois por vezes, proporcionam momentos verdadeiramente impagáveis.
É neste espírito divertido, portanto, que vos escrevo este artigo e que me dei ao trabalho de pesquisar verdadeiras obras de arte da vigarice, relacionadas com o turismo. Para quem não foi vítima, trata-se quase de uma ode à vida, de um estranho e original manual sobre a arte de viver. Mas para quem foi vítima, acreditem que é tudo menos isso. Por isso, que me desculpem aqueles que foram vítimas destes “artistas de meia tigela”, mas há histórias que merecem ser contadas, como poderão ver nestas aqui abaixo.
1. Victor Lustig – O homem que vendeu a torre Eiffel… 2 vezes!
Oriundo da Hungria, este “artista” conseguiu a proeza de vender a torre Eiffel a um industrial de ferro quando se discutia, na altura (1925), se a torre Eiffel deveria ou não ser desmantelada. Para além disso, ainda vendeu uma máquina de imprimir notas de 100 dólares. Vendia por um valor absurdo (cerca de 45.000 dólares) e colocava dentro da máquina 2 notas verdadeiras de 100 dólares. Argumentava que a máquina fazia uma nota a cada 6 horas. Autor de inúmeras burlas, chegou, inclusive, a ter negócios com Al Capone que ficou verdadeiramente impressionado com a sua capacidade. Considerado o rei dos artistas das burlas. Imaginem-se a visitar Paris e a sair de lá com um título de propriedade do mais relevante ícone daquela cidade. Hilariante não é?
2. George Parker – Nova York em saldo… para turistas
A sua vida foi passado a vender monumentos e infra-estruturas públicas da cidade de Nova York a turistas distraídos. Consta que vendeu a ponte de brooklin a uma média de 2 vezes por semana. O Madison Square Garden, o Museum of Modern Art e a estátua da Liberdade também faziam parte do seu portfolio. Morreu em 1936 e passou os últimos 8 anos da sua vida atrás das grades.
3. Natwarlal – O Taj Mahal também se vende
Indiano de nascença, consegui fazer fortuna ao “vender” o Taj Mahal, o parlamento da Índia e mesmo a residência oficial do presidente da Índia a grandes industriais e empresários de vários locais do globo. Possuía mais de 50 identidades diferentes e crê-se ter enganado centenas de pessoas. Nunca foi apanhado e morreu com 97 anos em 2009.
4. Gregor MacGregor – Poyais foi um país que nasceu da sua imaginação
Em 1820, este soldado escocês regressou a Grã-Bretanha como príncipe de Poyais, um país situado algures na América central. Vinha com o objectivo de conquistar financiamento para colonizar esta terra mágica e assim o conseguiu. A expedição chegou a sair de Inglaterra com cerca de 250 investidores, enfeitiçados pela sua capacidade de sedução ajudado inclusive por guias criados por ele sobre este país imaginário. Durante a viagem, morreram de doenças tropicais e o barco acabou por se afundar nunca tendo atingido o seu magnífico objectivo.
Com a proximidade do carnaval, não posso deixar de falar de Olinda e o seu carnaval de rua, na minha opinião um dos melhores do Brasil. Apesar do carnaval ser uma festa popular e com uma grande tendência a folia desregrada (se é que me entendem), Olinda, na minha opinião é um dos poucos lugares no Brasil que ainda preserva o espírito carnavalesco folclórico.
Quem não conhece o Brasil em pormenor imagina que o carnaval brasileiro resume-se aos desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, timidamente São Paulo e os famosos trio elétricos bahianos ‘puxados’ por grandes artistas como Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Porém o carnaval brasileiro é muito mais história do que isso, e Olinda é a prova disso.
Situada no estado do Pernambuco há apenas alguns minutos da capital Recife, Olinda é patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, e uma das cidades mais antigas e tradicionais do Brasil. O carnaval é a época do ano que mais atrai turistas de todo o Brasil e estrangeiros, e o marco maior fica por conta dos bonecos gigantes, o frevo e os blocos populares que ‘arrastam’ milhares de foliões numa brincadeira alegre e divertida, pelas ruas da cidade.
No ano de 2007 o Frevo completou 100 anos de história, e seu nome teve origem numa expressão popular que dizia que ‘as pessoas estavam frevendo na rua’, dado que a dança consiste em passos rápidos e saltitantes (como água a ferver na panela).
Para além da dança típica, os bonecos populares gigantes desfilam pelas ruas da cidade atraindo milhares de curiosos encantados pelo colorido dos enfeites, da roupas e da alegria. Mas se você pensa que o evento carnavalesco se resume somente a blocos de ruas e bonecos, engana-se. Desfiles de modas dos bonecos gigantes, corridas, eventos e competições acontecem por toda a cidade, o que anima ainda mais quem por lá se encontra.
Alguns dias antes do início do carnaval toda a cidade já apresenta eventos não só nas ruas, mas também em clubes tradicionais locais, onde a dança, a música e as comidas típicas são o mote principal dos festejos. Saiba também que o samba em Olinda é substituido por músicas regionais como o Hino do Elefante de Olinda, Homem da Meia Noite, e outras; fazendo com que o carnaval local apresente muito da cultura do povo Pernambucano.
Só quem já passou um carnaval em Olinda é que pode dizer com veemência a grandiosidade desta festa, e essencialmente o que se sente diante da cultura local, que para além da beleza, o que mais impressiona é a criatividade do povo expresso na mais pura arte. Imperdível.
Cristiano Ronaldo, futebolista português, famoso mundialmente pelo seu exemplo de profissionalismo e dedicação ao trabalho, inaugurou recentemente o “Museu CR 7 Cristiano Ronaldo” no Funchal, Ilha da Madeira. O camisa 7 do Real Madrid e da seleção lusitana é um dos filhos mais ilustres da localidade e como tal é idolatrado por crianças, jovens, adultos e idosos. A Ilha da Madeira tem inclusive um estádio batizado com o nome do craque que muito orgulho traz à todos os portugueses e não só aos Madeirenses.
Aberto desde o dia 15 de dezembro de 2013, o Museu CR 7 Cristiano Ronaldo, já recebeu milhares de visitantes e guarda as duas Bolas de Ouro da Fifa, conquistadas em 2008 (Manchester United) e 2013 (Real Madrid); mas não só, já que turistas e habitantes locais podem ver também fotos desde o início de sua carreira, camisolas importantes utilizadas nos mais diversos jogos, prêmios por artilharia e 150 troféus (individuais e coletivos) famosos recebidos pelo jogador. Os visitantes poderão ver também uma escultura de cera do jogador Cristiano Ronaldo em tamanho natural. O Museu CR7 tem também uma loja onde é possível adquirir diversos tipos de souvenirs inspirados no craque CR7!
Sem dúvida o Museu CR7 é um ponto importante no Funchal que deve ser visitado, não só pelos fãs do jogador Cristiano Ronaldo, mas por se tratar de um local que conta a história de vida de um grande craque do futebol, que ficará sem dúvida para sempre na memória de pessoas das mais diferentes partes do mundo. Parabéns Cristiano Ronaldo pelo seu profissionalismo!
Veja abaixo um vídeo a falar sobre a inauguração do Museu CR7:
Museu CR 7 Cristiano Ronaldo
Rua Princesa D. Amélia, 10
Horário: Segunda a Sábado das 10h00 às 18h00 sem interrupção para almoço.
Preços entrada: Adultos: 5 €, entrada grátis para crianças até aos 9 anos
Contacto: 291 639 880
Facebook: https://www.facebook.com/MuseuCr7
Costumo dizer que para mim Lisboa é uma das cidades mais lindas e mais românticas do mundo. Para além do peso histórico que se pode sentir em cada canto, creio que poucas cidades proporcionam uma sensação mágica. Lisboa, proporciona. Senti isso desde a primeira vez em que pisei na baixa pombalina. Foi uma das maiores emoções da minha vida, tanto que chorei, fiquei uns 10 minutos parada, apenas a contemplar aquela beleza única. Abaixo temos mais um excelente artigo de Pedro B. que mostrará alguns pontos imperdíveis de Lisboa. Espero que apreciem!
Segredos de Lisboa
Lisboa está na moda. Conotada internacionalmente como uma cidade Hype, Lisboa caiu nas graças de todas as publicações, de todas as vozes relevantes ligadas ao turismo. Finalmente… Ostento com orgulho a minha condição de Lisboeta e nunca entendi muito bem o porquê de Lisboa não ter andado antes nas bocas do mundo. Mas, finalmente, fez-se justiça e as suas ruas são atacadas diariamente por hordas de turistas esfomeados por desfrutar dos ambientes únicos que esta cidade tem para oferecer.
Lisboa contém uma fina mistura de civilidade e loucura, de tradição e modernidade, de inovação e autenticidade. Muitas vezes, quando ando em Lisboa, olho para os turistas e gostaria de estar no lugar deles. Gostaria de descobrir uma cidade como Lisboa, abraçada por pelo rio Tejo e por uma luz única, com uma herança cultural original e de grande relevância e com uma predisposição genuína para receber que a visita. Os Lisboetas querem encantar os seus visitantes e tem tido um enorme sucesso e eficácia nessa tarefa.
Confesso que alguma da sua autenticidade tem desaparecido e o fenómeno da gentrificação também já chegou a Lisboa, mas ainda consegue manter uma identidade muito própria e a sua capacidade de encantar não esmoreceu… pelo contrário, ao abrir a sua alma aos viajantes, Lisboa tem-se descoberto a si própria e, também nós, os seus residentes, temos beneficiado de verdadeiros tesouros, outrora reservados ou, pura e simplesmente, abandonados ou esquecidos.
Tenho a sorte e o privilegio de viver num dos bairros típicos de Lisboa, o bairro da Graça, com vistas absolutamente deslumbrantes e um tecido social e urbano muito pouco afetado pela gentrificação. Outros bairros Lisboetas não podem dizer o mesmo, mas o meu ainda mantém uma vida quotidiana muito genuína. Os cafés são autênticos (feios e barulhentos, mas com uma pastelaria fantástica), tratamos o dono das mercearias e dos restaurantes pelo nome e as suas ruas estão sempre pejadas de gente a andar de um lado para o outro, gente rica, pobre, bem vestida, mal vestida, mal educada, bem educada, etc. É um bairro vibrante e desde há uns anos para trás, o turista também passou a fazer parte desta moldura social.
Gosto desta sensação de invasão. Gosto de olhar para a cara dos turistas encantados com a minha cidade e por isso, após estas reflexões, quero contribuir com algumas pérolas de Lisboa, menos conhecidas e fora dos guias turísticos (ou sem grande destaque). São locais que sempre que os visito (e visito-os muitas vezes) fico sempre encantado e feliz por ser Lisboeta. Escolhi 15 locais, alguns no centro de Lisboa, outros fora de Lisboa, mas que de alguma forma nos remetem para Lisboa. Visitar estes locais não dispensa uma visita aos ícones mais badalados de Lisboa. Visitar o mosteiro dos Jerónimos é obrigatório, assim como o Bairro Alto, o Príncipe Real, o Chiado, a baixa e a Avenida Liberdade e por aí fora. Mas se nos vossos circuitos turísticos conseguirem incluir algum destes locais, tenho a certeza que vai valer a pena e, pasmem-se, têm muitos poucos turistas… Os Lisboetas estão lá podem ficar descansados.
Situada junto ao largo da Graça, esta vila construída há mais de 100 anos, resulta da urbanização de parte de uma quinta para dar alojamento aos trabalhadores. A sua traça original está conservada com varandas em ferro e fachadas ornamentadas com azulejos. O “chalet” do proprietário, Joaquim Francisco Tojal, também se mantém. Um verdadeiro deleite para os olhos que ganha ainfa mais vida durante os Santos Populares no mês de Junho.
Neste miradouro não há cafés e lojas de recordações, apenas Lisboa inteira que se oferece a quem o visita. Desde o estuário do Tejo até ao Parque florestal de Monsanto, Lisboa fica subitamente condensada neste ponto de observação verdadeiramente impressionante. Foi daqui que pela primeira vez tive a sensação das 7 colinas de Lisboa.)
Bastião do Rococó Português, este palácio foi construído no século XVII como um recanto de verão para D. Pedro de Bragança que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a Rainha D. Maria I de Portugal.
Da responsabilidade do arquiteto Mateus Vicente de Oliveira é considerado “o Versailles Português” se bem que com uma escala muito menor. Fica situado em Queluz a cerca de 10 minutos de Lisboa.
Criado durante o século XIX por António Bernardo da Costa Cabral e sob a orientação dos jardineiros Jean Bonnard e João Francisco, o Jardim da Estrela foi desenhado ao estilo dos jardins Ingleses de inspiração Romântica. Possui 4,6 hectares e vários elementos de estatutária. Lagos com patos, peixes e relvados, o Jardim da Estrela é frequentado por muitas famílias lisboetas pelo facto de se localizar bem no centro de Lisboa. Possui ainda um magnífico coreto em ferro forjado que durante os meses de verão é usado como palco de vários concertos ao vivo.
5. Parque das Nações – Vista para a Ponte Vasco da Gama
Graças à exposição mundial de 1998, Lisboa ganhou uma nova área urbanística e com uma exuberante arquitectura. Passear, fazer desporto, fazer compras, comer em óptimos restaurantes, o parque das nações apresenta-se como um espaço único e requintado na cidade de Lisboa. As vistas do rio Tejo com a Ponte Vasco da Gama em fundo são verdadeiramente deslumbrantes.
A Mãe de Água, situada no jardim das amoreiras, foi desenhada por Carlos Mardel durante o século XVIII e terminada por Reinaldo Manuel dos Santos em 1772 por ordem do Marquês de Pombal. Várias galerias de distribuição das águas de Lisboa podem ser visitadas, proporcionando cenários verdadeiramente impressionantes e de uma beleza rara. Atualmente alberga o museu da Água e o espaço é utilizado para exposições de arte, desfiles de moda e outros eventos.
O parque florestal de Monsanto ocupa cerca de 10% do concelho de Lisboa. Estende-se por mais de 1000 hectares e é considerado o pulmão da cidade de Lisboa. Espaços lúdicos, equipamentos para desportos radicais e ao ar livre, anfiteatros para concertos e vistas únicas sobre a cidade de Lisboa e o rio Tejo são proporcionadas por este espaço verdadeiramente impressionante e que só agora os Lisboetas redescobriram-no.
Construído em 1862 no campo de Santa Clara, em pleno recinto da feira da Ladra, este espaço foi recentemente reabilitado pela Câmara Municipal de Lisboa e para alem de uma excelente vista sobre o panteão Nacional e o rio Tejo, vale mesmo a pena levar um livro, sentar na esplanada e ouvir os pássaros e as crianças a brincarem no pequeno parque infantil.
Situado no alto de uma das 7 colinas de Lisboa, o acesso a este jardim não é evidente. No ano 2000 este jardim foi alvo de uma intervenção de requalificação e restauro oferecendo aos Lisboetas um novo espaço verdadeiramente repousante. Durante o verão de 2014 foi instalada uma praia artificial no lago deste jardim. As vistas sobre a cidade de Lisboa são intoxicantes.
Situada entre São Bento e o Bairro Alto, a praça das flores é um refúgio de tranquilidade. Várias vezes apontada como a mais romântica das praças Lisboetas, conta com bons cafés e restaurantes.
Antiga fábrica de material de guerra, em 2007 foi edificada como um espaço que privilegia as artes, o debate de ideias e as mais variadas manifestações culturais. Espaço de lazer noturno, conta com várias salas e galerias onde tudo acontece ao mesmo tempo. Espaço de intervenção também ao nível da “street art” poderão ser visitados várias obras dos mais relevantes artistas com destaque para várias intervenções de Vhils.
Situado na zona ribeirinha de Lisboa, integrado no complexo da fundação Champalimaud, ao entrarmos neste café somos transportados para o universo do naturalista e biólogo britânico Charles Darwin, criador da teoria da evolução das espécies, criando um ambiente único que alia a antiguidade do mobiliário com a modernidade do espaço. A esplanada com uma vista deslumbrante sobre o rio Tejo faz deste local um verdadeiro deleite para todos os nossos sentidos.
Antiga zona de empresas de pesca e navegação, situada no outro lado do rio Tejo, o cais do Ginjal converteu-se numa zona de passeio e lazer, sempre com a cidade de Lisboa como pano de fundo. Pode-se apanhar o barco no Cais do Sodré em direção a Cacilhas e passear por entre armazéns abandonados e restaurantes com esplanadas verdadeiramente originais.
14. Museu da Electricidade
Antiga central termoeléctrica de cidade de Lisboa, este edifício com cerca de 100 apresenta uma fachada de cortar a respiração e ainda é possível visitar o seu interior carregado de verdadeiros tesouros da arqueologia industrial.
Situada em Alcântara esta área industrial de 23.000 m2 foi devolvida à cidade de Lisboa como uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria. Forte pólo agregador de ideias inovadoras e criativas, a LxFactory proporciona a todos os seus visitantes várias lojas e restaurantes verdadeiramente inovadores e criativos. Destaca-se a livraria Ler Devagar, instalada numa antiga gráfica e com um cenário verdadeiramente impressionante.
Hoje mais uma vez contamos com a preciosa colaboração de Pedro B. num artigo que novamente vos põe a refletir! Tenho certeza de que vão gostar. Vamos a ele?
A colonização do nosso ser
A nossa vida intelectual e os nossos espaços públicos estão a ser colonizados pelas marcas e pelo marketing. Para que uma sociedade seja saudável é muito importante manter e cultivar os espaços públicos nos quais nos possamos afirmar como cidadãos e não como consumidores. Será que ainda existe esse espaço ou já o perdemos totalmente?
Este é um ponto de partida para uma reflexão que cada vez mais se impõe, tendo em conta o momento actual do nosso país. Estamos em crise e a sua maior expressão, certamente, será sentida na capacidade de consumo que nos assiste enquanto cidadãos.
Passamos de um mercado de consumo que pretendia antecipar e satisfazer as nossas necessidades para um mercado que passou a criar novas necessidades e agora até se propõe a construir relações emocionais com os seus consumidores.
Ao entrarmos neste último campo, os limites deixam de ser claros, passando a ser legítimo às empresas empreenderam qualquer tipo de acção, recorrendo a doses massivas de técnicas de branding para conquistarem um pouco de espaço na mente dos cidadãos e, assim, lentamente, iniciarem a transformação dos cidadãos em consumidores, ávidos de produtos sem utilidade, sem vontade própria e com uma falsa sensação de segurança, proporcionada por uma sensação de harmonia artificial, criada em laboratório pelas marcas que povoam o nosso quotidiano.
A nossa mente está a ser colonizada por ligações emocionais falsas e que, por vezes, nos poderão levar a reacções condicionadas e naturalmente opostas à nossa condição enquanto pessoas, enquanto cidadãos.
E agora coloca-se o grande desafio: Com esta crise, vamos reconquistar os nossos espaços públicos livre das marcas porque não temos capacidade de consumir ou porque o nosso modelo de sociedade de consumo já se esgotou? Ou será que a condição de cidadão foi esquecida e mesmo substituída pela condição de consumidor e as marcas vão encontrar um novo modelo de consumo que nos satisfaça?
São legítimas perguntas de um curioso que vos escreve estas palavras e que neste momento está a magicar como é que a “dona” deste blog estará a digerir estas palavras, enquanto detentora, e vamos assumi-lo sem qualquer pudor, de uma marca.
Pois bem, acredito que projetos como o BigViagem são extremamente positivos para a nossa condição enquanto consumidores, pois o seu objetivo primordial é a informação e não a venda e por isso nos lembram que, antes do consumidor colonizador, existia e existe um cidadão dentro de nós, com preocupações de cariz comunitário e social, preocupações que se sobrepõem ao consumo pelo consumo e que nos ajudam a combater a militância hedonista exacerbada que grassa como uma rolo compressor nas grandes cidades e centros de consumo.
São projetos como este que têm a capacidade de nos “obrigar” a uma introspeção séria sobre os nossos modos e hábitos de vida contemporâneos, de uma forma verdadeiramente eficaz, uma vez que nos impactam como consumidores, como qualquer outra marca, mas veiculando informação desprendida de obrigações comerciais e que vai de encontro às nossas expectativas enquanto consumidores e enquanto cidadãos que todos aspiramos a ser.
Hoje trazemos para vocês mais um excelente artigo do nosso colaborador Pedro B. Deliciei-me do começo ao fim, adorei cada ponto e faço minhas as palavras dele.
Quantos likes você vale? Quem merece o seu like? É isso que move sua vida? Porque? Para que? Você se influencia pelos likes?
Acabei de fazer-me todas estas perguntas após a leitura do artigo abaixo. Vamos a ele?
“Sicut ergo sum” ou como o facebook inspirou-se em Descartes
“Sicut ergo sum” quer dizer “gosto logo sou” e é uma pequena provocação que faço ao leitores do BigViagem em particular e aos “surfistas Web” em geral. E porquê uma provocação? Porque acredito, tal como Descartes, que a dúvida é o mais notável motor do conhecimento humano, conhecimento esse que teve uma brutal evolução quando este notável filosofo e matemático do século XVII, editou a sua monumental obra “ Discurso do método” que revolucionou todo o pensamento humano até então. E esta revolução estava contida numa pequena frase em latim que todos nós conhecemos: “Cogito ergo sum” ou seja “ Penso, logo existo”.
O poder desta pequena frase é muito maior do que parece. Ela encerra em si mesmo um corte abrupto com toda uma estrutura de pensamento herdada da idade média, na qual se atribuía a nossa existência a intervenções de carácter divino e religioso, pouco claras e impossíveis de se provar. Sem assumir uma posição céptica, Descartes lançou o cepticismo para cima da mesa, cepticismo este assente na utilização da dúvida como forma de se chegar ao conhecimento efetivo e lógico. E esta nova perspetiva veio a revolucionar o mundo. Subitamente o destino dos homens estava, afinal, nas suas próprias mãos e não nas mãos de algo divino e inexplicável. Conseguem imaginar agora o poder desta frase “Cogito ergo sum”?
Um novo homem surgiu, agora preparado para novos voos e liberto das garras do misticismo e do divino. Este novo homem levou a revoluções sociais e politicas, acabou com monarquias, instituiu novos sistemas sociais, criou a ciência e levou o conhecimento humano e tecnológico a patamares nunca vistos e com uma velocidade absurda. Todos nós, somos vítimas desta boa ideia que Descartes resolveu um dia colocar em livro. E, pasmem-se, ainda hoje, estamos a sentir as suas ondas de choque. Vivemos num mundo a alta velocidade, onde a performance importa em todos os domínios e onde acreditamos cada vez mais em nós próprios. Mesmo o ato de desencanto com o estado atual das coisas é, na verdade, um sintoma que ainda duvidamos, que ainda acreditamos numa vida que possa ser melhor e que somos capazes de levar à frente as nossas ideias, tal como a mensagem contida na elegante frase de Descartes – “Eu penso, logo existo”.
Este é, creio eu, o principal “mantra” do mundo ocidental. E Mark Zuckerberg, inventor do facebook, sabe-o melhor do que ninguém. Este “tetraneto” de Descartes, ao criar o facebook e, em particular, o brilhante botão do “like” iniciou, também ele uma nova revolução na nossa sociedade de consumo. Hoje em dia, a quantidade de likes que tenho, seja no que for, é definidor da minha personalidade. Poderia acrescentar a palavra eletrónica, mas a verdade é que com a intromissão da internet nas nossas vidas, cada vez mais é impossível separar as nossas personalidades físicas e eletrónicas.
Zuckerberg deu origem a “Sicut ergo sum”, ou seja, ao “gosto, logo sou” e embora ainda estejamos no início desta revolução, ela já está a moldar a nossa existência. E nada melhor do que a indústria do turismo para ilustrar esta revolução.
A nossa sociedade de redes informáticas permitiu a aparição do indivíduo incorpóreo, sem contato físico, cuja janela para o mundo é um ecrã. O falso e o autêntico ganham novas dimensões nestas condições. Visitar uma cidade através do google street view não se pode comparar a uma visita física, é certo, mas quem me diz que não estive lá? Eletronicamente vivi a cidade, os seus monumentos e as suas vistas. Por isso comparar o físico ao eletrónico não pode ser uma boa medida, pois são coisas diferentes.
Trata-se da exploração de uma nova dimensão igualmente válida, numa fase imatura, mas com uma grande diferença – a sua capacidade de conseguir chegar à maioria das pessoas. Veneza pode ser inatingível de avião, mas está à disposição de todos em qualquer ecrã de computador, tablet ou smartphone. E isso é maravilhoso!
Tal como é maravilhoso, no entanto contendo algum grau de perversão, o botão like do facebook que deu origem a este artigo. Eletronicamente, a minha existência está dependente deste botão, e isto é verdade para muitas coisas.
Vejamos o caso de um novo destino turístico. Se eu tiver muitos “likes”, certamente que terei mais sucesso, ou seja, se gostam, logo sou. O mesmo para este vosso próprio blog que tão assiduamente frequentam. Ele está dependente dos vossos “likes” para existir num mercado virtual que garantirá a sua viabilidade. Quantos mais “likes” tiver, mais apostarão no BigViagem, que por sua vez, mais capacidade terá a Kátia Pinheiro de fornecer bons conteúdos a todos vocês, caros leitores. E o mesmo para mim próprio. Os meus textos e reflexões só existem se tiverem leitores, cuja medição através de “likes” é extremamente precisa e eficaz. Eu tenho “likes”, logo existo.
A European Best Destinations elegeu as 15 pontes mais lindas da Europa para se conhecer. Nosso lindo e amado Portugal aparece com 3 pontes destacadas. Sendo elas a Ponte 25 de Abril (Lisboa) em 1º lugar, a Ponte Dom Luis (Porto) em 5º lugar, e a Ponte Vasco da Gama (Lisboa) em 14º lugar. Parabéns Portugal, parabéns portugueses! Este país realmente é lindo! ?
A Ponte 25 de Abril, é uma ponte pênsil que liga a cidade de Lisboa, capital de Portugal, para o município de Almada, na margem esquerda (sul) do rio Tejo. Inaugurada em 6 de agosto de 1966, tinha inicialmente o nome de Ponte Salazar. A semelhança com a Ponte Golden Gate, em San Francisco, EUA, foi destacada. Tem 2.277 m de comprimento e é considerada a 23º maior ponte suspensa do mundo. O nome da ponte mudou em 1974, e é uma homenagem a data que se deu a Revolução dos Cravos.
A Ponte Vasco da Gama atravessa o rio Tejo, no Parque das Nações, em Lisboa.É a maior ponte da Europa com uma extensão total de 17,2 km . A ponte foi aberta ao tráfego em 29 de março de 1998, para a Expo 98, a Feira Mundial que comemorou o 500º aniversário da descoberta por Vasco da Gama do caminho marítimo da Europa para a Índia.
O Museu The Beatles Story situado em Liverpool (Inglaterra) é o paraíso terreno para qualquer “Beatlemaníaco” que deseja conhecer tudo sobre uma das bandas mais famosas do século XX. No Museu The Beatles Story, o visitante terá acesso a diversas galerias temáticas que contam a história da banda desde o início até o final. É possível encontrar também informações sobre a carreira de cada integrante após o término da banda.
O Museu The Beatles Story não é um museu comum, já que apresenta aos visitantes atrações diferenciadas como por exemplo um cinema Fab4D, que exibe animações em 3D, e a Discovery Zone, área interativa onde crianças de todas as idades são convidadas a experimentar e conhecer a história da banda de uma forma interessante e diferenciada. São diversas atividades que incluem oficinas, a oportunidade de criar seu próprio jornal, ouvir uma música numa loja de discos de 1950, e muito mais.
Algumas zonas do museu são abertas a visitação em grupos e para tanto é necessário certificar-se antecipadamente acerca de horários e condições para realizar a visita, por isso a dica é contactar o museu préviamente.
O Museu The Beatles Story conta ainda com uma loja, a Fab4Store, onde o turista poderá adquirir os mais diversos produtos da banda, e uma cafeteria para desfrutar de momentos de descontração num dos locais mais famosos do mundo!
ETIAS 2026: O Que os Portugueses Precisam de Saber Sobre a Nova Autorização Europeia
Uma das mudanças mais importantes para os viajantes europeus em 2026...