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Boas Festas à todos

Queremos desejar à todos os leitores, leitoras, parceiros e parceiras do Bigviagem, Boas Festas.

Feliz Natal e um 2015 recheado de coisas boas, paz, amor, união, sucesso, prosperidade e muitas alegrias.

O nosso muito obrigada pelas visitas, comentários e sugestões!

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Ecoturismo – Turismo Sustentável

Hoje o Bigviagem conta mais uma vez com a gentil colaboração de Pedro B. acerca de um tema muito procurado por viajantes das mais diversas faixas etárias – Ecoturismo – Turismo Sustentável.  Um tipo de turismo que na minha opinião  proporciona uma experiência transcendental  e inesquecível.

Ecoturismo – Turismo Sustentável

Segundo a EMBRATUR, o Ecoturismo é um “segmento de atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o património natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas” (fonte: wikipedia). É uma definição inspiradora, lógica e muito pedagógica.

Para termos necessidade de uma definição desta natureza e da criação de uma categoria específica de turismo – o ecoturismo – é porque algo que fizemos anteriormente não correu muito bem. Considero uma definição deste calibre como algo que deveria ser natural, inato à condição humana, lógica para quem opta e pode viajar. Mas, claramente, não o é, pois, não só houve necessidade de se criar uma categoria específica, como toda uma nova indústria floresceu a partir dela, uma indústria que se apresenta como detentora de epítetos e de novos “modus operandi” que nos deveriam ser naturais.

Mas mais do que criticar, importa tentar perceber como chegamos até aqui. O fenómeno do turismo é, na verdade, um fenómeno recente. Floresceu a partir dos anos 50 com o desenvolvimento dos transportes aéreos e da afirmação da classe média, inicialmente nos Estados Unidos e depois na Europa e no Japão.

Desde há poucos anos para cá, já contaminou outros países com o Brasil, a Rússia, a China e a Índia, entre outros. Não que não houvesse turismo antes, ou que nestes últimos países apontados ninguém tinha acesso a viajar e a desfrutar de outras partes do globo. Sempre houve em todo o lado. A grande diferença é a capacidade de oferta e de procura ser generalizada, motivando assim uma indústria relevante e muito dinâmica. E esta dinâmica, esta democratização do turismo levou-nos a termos como “turismo de massa”, especialmente desenhado para a classe média, menos exigente e assente na vertente do baixo custo. Isto soa como um detalhe altamente negativo, mas não o é. Uma sociedade que tem a capacidade de proporcionar turismo à maior parte dos seus integrantes é altamente recomendável.

Mas isso também traz custos. Existe uma passividade latente nos programas promovidos pelos operadores de viagem, onde o que importa é proporcionar momentos de lazer sem qualquer preocupação com o meio ambiente ou social. O baixo custo associado a estes programas faz com que os modelos de negócio estejam assentes em quantificação para que consigam gerar lucro e sejam sustentáveis economicamente, lamentavelmente, o único pilar de sustentabilidade analisado pelos principais atores no mercado turístico.

Mas, no meu entender, tudo isto foi e é necessário. Ter a oportunidade de viajar, de sonhar com destinos de sonho, de escolher entre várias partes do globo é um privilégio e mal de mim se não o desejasse para todos os povos do mundo. É maravilhoso conhecer outras culturas, outros códigos e hábitos, outros habitats naturais. E foi o desenvolvimento deste turismo de massa que nos proporcionou todo isto.

E não só as viagens. Presentemente Lisboa é uma das cidades mais procuradas no mundo, com ótimas críticas em todos os meios especializados e uma população turística permanente muito relevante. Tão relevante que o bairro típico onde moro tem mais turistas do que residentes, não só na rua, mas também instalados em dezenas de hotéis, hosteis e casa particulares veiculadas através do Air B&B. Tal era impensável há 10 anos atrás. Lisboa era dos Lisboetas e de vez em quando, principalmente no verão, lá víamos um casal de alemães louros perdidos nas ruas labirínticas de um bairro popular. Hoje em dia, são os Lisboetas que se perdem nos intermináveis labirintos de turistas. E ainda bem. Lisboa é, de facto, uma cidade extraordinária e toda a gente merece conhecê-la. Foram criadas condições para o desenvolvimento de uma nova economia assente na oferta de produtos e serviços a esta nova população. Com a terrível crise que se instalou em Portugal, o desenvolvimento desta nova economia foi a salvação de muitos. E proporcionou novos padrões que Lisboa estava a precisar. Descaracterizou-a um pouco é certo, mas isso é aos nossos olhos de Lisboetas. A todos os que quiserem visitar Lisboa, não se preocupem, pois a sua autenticidade ainda está intacta.

Acredito pois, que esta fase de turismo de massa é, na verdade, uma primeira fase onde se desenvolveram os mecanismos necessários para pôr esta indústria do turismo a funcionar. Entrámos agora na 2ª fase, onde nos começamos a interrogar sobre uma série de coisas que antes não prestávamos atenção, pois o nosso foco era conseguir viajar, seja de que forma for. Agora que já estamos de “barriga cheia”, ou seja, já experienciamos o ato de viajar, de “turistar”, começamos a procurar novos estímulos, e os operadores de mercado sabem muito bem. E eis então que surgem estas novas categorias, envolvidas num manto de sedução irresistível, com novos argumentos assentes no respeito e sustentabilidade dos meios circundantes, sejam eles ambientais ou sociais. A mim agrada-me este tipo de apelo, desejo-o para mim. Mas se fizer uma reflexão mais atenta e profunda, reparo que todos os argumentos utilizados são lógicos e naturais. Não poderia pensar de outra forma.

Já os tinha esquecido? Certamente que sim, caso contrário não me teria entusiasmado com estes novos eco-produtos. Por isso vos digo, caros leitores, que apesar da aparente futilidade inerente a estes produtos, eles são necessários e importantes. Necessários porque na verdade nos proporcionam novos modos de turismo e importantes porque nos fazem refletir sobre um conjunto de considerações que embora nos sejam naturais, estavam, há muito, esquecidas.

Quanto a sugestões de eco-turismo, deixo nas mãos da Kátia Pinheiro.

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Praia da Feiticeira – Ilha Bela (Foto do site http://www.ilhabela.com) ©

Ok Pedro B, vamos então a elas.

Aqui vão minhas sugestões que tem tudo a ver com ecoturismo:

Jalapão

Mato Grosso

Pantanal

A minha preferida? Sem dúvida alguma: – Ilha Bela

Almada promove mercado de Natal sustentável e solidário

Se você está em Portugal a esta altura do ano, que tal conhecer o Mercado de Natal Amigo da Terra em Almada? O evento decorrerá de 17 a 21 de Dezembro de 2014 e encontra-se em sua 11ª edição. A entrada é gratuita e será uma grande oportunidade de encontrar sugestões de presentes de Natal originais e amigos das pessoas e do ambiente. Os visitantes terão também à sua disposição um conjunto de oficinas gratuitas onde é possível aprender a construir as próprias prendas, reutilizando materiais e poupando no orçamento familiar.

Mercado de Natal Amigo da Terra

Para tornar possível o acesso às propostas presentes à maioria das bolsas, todos os stands presentes foram desafiados a ter uma sugestão de oferta de Natal que não ultrapasse o valor de 1,00 €.

A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Almada, decorre na Praça S. João Baptista e na Oficina de Cultura, em Almada, e contará com a presença de artesãos, designers e criadores de todo o país, bem como de instituições de solidariedade do concelho

Horário:
Dia 17 (quarta-feira) – 17H30-21H00 – Inauguração oficial
Dia 18 (quinta-feira) – 12H00-21H00
Dias 19 a 21 (sexta a domingo) – 12H00-22H00

Local:
Oficina de Cultura e Praça S. João Baptista, Almada Centro
Av. D. Nuno Álvares Pereira, n.º 14 M
2800-174 Almada
Coordenadas GPS: 38o 40.757’ N/ 9o 09.459’ W

Museu da Cerâmica de Caldas da Rainha

Caldas da Rainha é famosa em Portugal pelas suas artes, e isso deve-se em grande parte por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), famoso artista português, ter começado nesta cidade em 1885,  a produção de louça artística na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

As louças ou cerâmicas de Caldas da Rainha são conhecidas em todo o país e nos exterior, e quem visita a cidade não vai embora sem levar uma peça especial que pode ser o Zé Povinho, personagem criado por Bordalo ou algum símbolo fálico escondido por debaixo de algum personagem popular, ou as famosas peças de mesa (aparelhos de jantar) em forma de couves, legumes e frutas.

Saiba mais sobre as tradições da cidade em: – CM Caldas da Rainha

Zé Povinho
Zé Povinho – Wikipédia

Para além das várias lojas de cerâmicas situadas em frente ao Parque D. Carlos I,  local histórico de Caldas (projetado pelo arquiteto Rodrigo Berquó em 1889), os turistas poderão visitar o bélissimo Museu da Cerâmica localizado na Quinta Visconde de Sacavém, na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo.

Museu da Cerâmica na Quinta Visconde de Sacavém
Museu da Cerâmica na Quinta Visconde de Sacavém ©

O imóvel onde está situado o Museu da Cerâmica foi construído na década de 1890 pelo 2º visconde de Sacavém, José Joaquim Pinto da Silva, colecionador, ceramista e mecenas dos ceramistas caldenses. No local esteve ativo entre 1892 e 1896, o Atelier Cerâmico, dirigido pelo escultor austríaco Josef Füller, o atual museu foi criado oficialmente em 1983.

Atualmente o local recebe visitantes de todo Portugal e do exterior, que desejam conhecer um pouco da cultura e da arte de Caldas da Rainha, bem como as coleções representativas de centros cerâmicos nacionais e estrangeiros; o destaque como é óbvio fica por conta das obras de Bordalo Pinheiro. O núcleo de cerâmica contemporânea inclui ainda peças de Artigas, Llorens Gardy, Júlio Pomar e painéis de azulejos e cerâmicas de Manuel Cargaleiro e de Cecília de Sousa.

O museu oferece exposições temporárias e oficinas de cerâmica abertas ao público em geral.

Horário do Museu de Cerâmica:
Terça-feira a domingo.
De Inverno:
10h00-17h30
De Verão:
10h00-19h00

Encerrado ao público à segunda-feira

Contactos
Rua Dr. Ilídio Amado – Ap. 97
2500-910 Caldas da Rainha
Portugal

Tel.: (+351) 262 840 280
Fax: (+351) 262 840 281

Museu do Automóvel Schlumpf – Mulhouse – França

Museu do Automóvel Schlumpf - Mulhouse - França

Quem é aficcionado por automóveis certamente vai adorar conhecer o Museu do Automóvel Schlumpf também conhecido como Cité de l’Automobile em Mulhouse, França. O local ocupa mais de 25.000 m², contendo mais de 400 modelos históricos e recebe mensalmente milhares de visitantes ávidos por conhecer melhor a história do automóvel.

Museu do Automóvel Schlumpf – Mulhouse – França

A coleção é dividida em 3 partes:

* Carros e Aventura
* Carros de Corrida
* Automóveis obras de Arte

A história do maior museu de automóveis do mundo é no mínimo curiosa, após o término da 2ª Guerra Mundial, dois irmãos Fritz e Hans Schlumpf , ambos empresários textêis, ricos, bem sucedidos com os negócios em pleno vapor e com uma paixão incomensurável por automóveis, começam a colecionar automóveis.

Museu do Automóvel Schlumpf – Mulhouse – França

Fritz  Schlumpf era apaixonado pelo famoso Bugatti e apaixonado por corridas de carros, em razão disto Fritz e seu irmão mais velho Hans decidiram colecionar carros. Fritz  Schlumpf não media esforços para aumentar a sua coleção, não se importando de pagar 10 vezes mais o preço que um carro valia somente para ter seu desejo satisfeito.

Em 1967 os irmãos tinham cerca de  105 Bugattis em sua coleção. A consequência de tantas extravagâncias  não teve um final feliz, no final de 1960 a empresa começou a entrar em crise, os funcionários começaram a se rebelar reinvidicando aumento de salários, e diante das notícias de que os irmãos  Schlumpf gastavam fortunas na coleção de carros, a situação foi se agravando e  os irmãos  Schlumpf  foram obrigados a declarar falência.

Atualmente após muitas aventuras e desventuras o Museu do Automóvel Schlumpf hoje é  mantido por inúmeros parceiros públicos e privados. O certo é que graças a loucura e megalomania dos irmãos Schlumpf é que hoje é possível se ter acesso a  história do automóvel no mundo. 🙂

Visite o site oficial: – Museu do Automóvel Schlumpf

Fonte: Wikipédia e Site Oficial

Casa da escrava Chica da Silva em Diamantina

Thaís Araujo interpretando Chica da Silva - Fotos Rede Manchete TV©

Tenho certeza de que você já ouviu falar da famosa escrava Chica da Silva, que viveu em Diamantina, antigo Arraial do Tijuco Preto. Filha de um relacionamento extraconjugal do português Antonio Caetano de Sá e da escrava Maria da Costa, Chica da Silva ficou famosa mundialmente e teve sua história narrada em livros, filmes e novelas brasileiras.

Thaís Araujo interpretando Chica da Silva – Fotos Rede Manchete TV©

Vejam fotos da casa da Chica da Silva no site: – Cidades Históricas

Veja abaixo cenas da novela “Xica da Silva” onde a atriz Thaís Araújo no papel de Chica da Silva, e Drika Moraes brilhantemente no papel de Senhorinha Violante:

Amante do português contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira, Chica, foi libertada por ele, e deste relacionamento nasceram 13 filhos. Antes do contratador Chica  da Silva, foi escrava do portuugês sargento-mor Manoel Pires Sardinha, com quem teve dois filhos, os quais foram educados na Europa.

Atualmente a antiga casa de Chica da Silva se transformou em um museu, e figura entre os mais belos exemplos de arquitectura do período colonial mineiro, trocando em miúdos, a casa de Chica da Silva era uma das residências mais caras e ricas da região.

Seu amante João Fernandes de Oliveira, viveu em sua companhia entre os anos de 1763 e 1771 nesta famosa casa, que foi totalmente remodelada em 1951; porém o  relacionamento durou 16 anos. A parte interna e a fachada da casa da escrava Chica da Silva é exatamente igual era no século XVIII.

Chica era dona de um gênio indomável, tida como uma mulher cruel,  exigia de seu amante  João Fernandes de Oliveira,  ouro, diamantes e pedras preciosas; o então  contratador, sabe-se lá porque cedia aos seus caprichos e desmandos. Tanto cedia, que a casa da escrava Chica da Silva tinha  vinte e um cômodos, uma capela particular para que ela orasse sossegadamente, um lago artificial e um teatro equipado com o que havia de mais caro e moderno para a época.

Chica da Silva se sobressaia na sociedade por frequentar a igreja local coberta por diamantes e acompanhada por 12 escravas vestidas e maquiadas luxuosamente, miminhos que o contratador português não se importava de pagar.

Depois da separação, João Fernandes voltou para Portugal levando consigo seus quatro filhos homens, que receberam títulos de nobreza do Império Português. Porém a gigantesca e luxuosa casa foi deixada para Chica da Silva e suas filhas; para além de uma polpuda renda e demais bens que a fizeram calar e permitir que o contratador voltasse à Portugal sem leva-la com ele.

Atualmente o Museu Chica da Silva exibe roupas e objectos pessoais que pertenceram à ela, bem como inúmeras obras de artes onde Chica da Silva aparece retratada com seu péssimo gênio e comentendo a lúxuria, um dos seus pecados capitais. Porém alguns historiados dizem que tudo que diziam de mal da ex-escrava era mentira, e que ela era uma senhora muito bem vista na sociedade local, e até tinha suas filhas a estudar no melhor educandário de Minas, pagando fortunas pela educação das mesmas.

Enfim…sabe-se lá o que é ou não verdade.  Estando em Diamantina, não deixe de visitar o local! 😉

Rede Manchete (Imagens)

Cruzeiros, o que ocorre numa viagem assim e quais as “diversões” que terei num navio?

Hoje o Bigviagem traz para vocês mais um brilhante artigo escrito por Pedro B., para mim um texto que a princípio me parecia um mero artigo  sobre viagens de navio, mas que ao meio já me fazia sentir-me encantada e inebriada  por tratar-se de um ode a vida.

Simplesmente único e que sem dúvida vai vos servir de inspiração para a próxima viagem! Vamos viajar na imaginação?

Cruzeiros - Viagens de Navio

Cruzeiros, o que ocorre numa viagem assim e quais as “diversões” que terei num navio?

Começo este artigo por vos dizer que o grau de percepção sobre as diversões durante um cruzeiro é inversamente proporcional à idade, ou seja, à medida que vamos envelhecendo, vamos encontrando mais motivos para fazer um cruzeiro. Falo por experiência própria. Esta regra não existe. É apenas uma sensação que faz parte das minhas coleções particulares de sensações.

Deixem-me contar-vos de uma forma muito breve a minha relação com os cruzeiros. Na infância foi um dos meus grandes objetivos: Piscinas, lojas e uma data de coisas brilhantes e luminosas que nos atraem a atenção e fazem-nos crer que esta é a melhor forma de se viajar e passar férias. Na adolescência, junte-se ainda a possibilidade de uma paixão fugaz a bordo e o pacote continua a ser atrativo e muito apetecível. Chegamos à idade adulta e a nossa perceção faz uma volta de 180 graus. Cruzeiros? Nem vê-los! Ficar fechado sem possibilidade de sair e bombardeado constantemente com obuses kitsch e ultrapassados? O pior pesadelo possível. Não definitivamente não! Passamos os 30 anos e mantemos a mesma opinião, mas agravada pelo fato que, ainda seremos obrigados a socializar de acordo com as regras próprias de um cruzeiro, pois já perdemos aquela irreverência própria dos 20 anos e que só fica mesmo bem aos 20 anos. Até aqui nunca tinha experimentado um cruzeiro.

Fui obrigado a experimentar o meu primeiro e único cruzeiro aos 31 anos quando viajei para o Egipto. Fui obrigado, porque já tinha feito mais de 5.000 km nos transportes públicos daquele país, tinha dormido em espeluncas inacreditáveis e já tinha evitado cerca de 10 intoxicações alimentares. Estava a precisar de algum luxo para me recompor para a minha última etapa. E assim, um pouco a contragosto, aceitei a sugestão dos meus companheiros de viagem, para navegamos no Nilo, em direção à fabulosa cidade de Luxor. Naquele momento estava no sul do Egipto, perto da barragem de Assuão e entrei a bordo de um dos famosos cruzeiros do Nilo. Levaria 2 noites e 3 dias até chegar a Luxor. No íntimo, desejava e sabia que estava mesmo a precisar daquele descanso, mas nunca me desmanchei para os meus companheiros, criticando os cruzeiros e fazendo troça de todo o universo associado a esta forma de viajar.

Foram 3 dias e 2 noites maravilhosas. Descansei, comi muito bem e experimentei sensações únicas, como sentir-me no meio do deserto. Foi incrivelmente revigorante e guardo ótimas recordações daquela viagem. O tempo num cruzeiro processa-se de forma diferente. Temos tempo de sobra para gerir e isso agradou-me. Consegui pôr a minha leitura em dia. Li páginas e páginas seguidas com o deserto em pano de fundo e quando o barco desligava os motores, pude experienciar o silêncio do deserto, que é magnífico.

Descansei verdadeiramente, falei de trivialidades com os meus companheiros, ri-me a bandeiras despregadas e visitei monumentos espantosos ao longo do trajeto. Mas desta vez não estava cansado, nem sujo de pó, nem esbaforido em calor. Estava cheio de energia e com uma capacidade de absorção de informação muito maior. Desfrutei muito mais daquelas maravilhas do Egipto antigo, porque, simplesmente, não me tinha de preocupar como voltar ou seguir em frente. Bastava ouvir o apito do barco sinalizando a sua saída dentro de meia hora.

Aquela viagem transtornou-me, porque destruiu um pouco a imagem que tinha formado acerca dos cruzeiros. Bom, convenhamos que as festas a bordo em que somos obrigados a conviver com os outros passageiros, e com o comandante, arrepiam-me e não me atraem nada. Nem subir a um palco em que realçam as minhas características enquanto turista português para a risada geral de quem assiste, nem sequer as brincadeiras da tripulação ou as aulas de hidroginástica ministradas por um “personal trainer” com um sorriso que não encaixa com a cara e um microfone que lhe nasceu da orelha.

Mas a serenidade que me foi imposta em todos os outros momentos compensou todos estes contratempos para a minha pessoa. Repito, para a minha pessoa, porque, na verdade, estes momentos têm sentido existir a bordo de um cruzeiro. E, na verdade, não são obrigatórios nos dias que correm. Ninguém me chateou ou perseguiu para ser parte integrante destes momentos.

E cheguei aos 40 com uma nova sensação. Bem lá no fundo, eu desejo fazer um cruzeiro. E pode ser daqueles muito pirosos. Não me importo. Quero recuperar aquela paz que vivenciei quando subia o Nilo e ter a possibilidade de contemplar a paisagem totalmente concentrado naquele momento. Quero por a minha leitura em dia. Gostava de reler o Corto Maltese do Hugo Pratt a bordo de um cruzeiro, ou os livros de viagem da Jan Morris sobre Veneza e Hav, esse país imaginado e verosímil. Gostava de ter tempo para combinar e pregar partidas aos meus amigos que me acompanhassem nessa viagem e experimentar todos os cocktails que o barman me conseguisse mostrar.

Gostava de ouvir o sussurrar do João Gilberto e do Chet Baker a sobrepor-se à ondulação, ou o requiem de Mozart em noite de tempestade. Gostava de ter tempo para frequentar o ginásio e recuperar a minha forma física, só porque tenho tempo para isso e também para fazer saunas e banhos turcos. Gostava de ter tempo para ler e reler os guias de viagem e assim poder preparar muito bem a minha próxima paragem. E de conhecer novas pessoas com vontade de me conhecer e de me divertir e dançar sem preocupação do dia seguinte.

Gostava de ter tempo para finalmente devorar “Em busca do tempo perdido” de Marcel Proust e gostaria de muito mais coisas só porque ali não teria qualquer desculpa para não as fazer.

Ainda não me sentiria atraído pela parte social que, normalmente, um cruzeiro nos proporciona. Mas ainda não cheguei aos cinquenta…

Parque de Inhotim – Museu a céu aberto

Você já ouviu falar do Parque de Inhotim? Situado no sudeste do Brasil, mais exatamente em Brumadinho (localizada no Vale do Paraopeba) em Minas Gerais, o local é considerado um museu de arte em céu aberto. É no Parque de Inhotim que está o Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Para além de um rico acervo botânico, o Instituto Inhotim está repleto de obras de arte contemporânea, com cerca de 500 obras de mais de 100 artistas de 30 diferentes nacionalidades.

Tunga - True Rouge, redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro,bolas de cristal. - Foto site Oficial Instituto Inhotim ©
Tunga – True Rouge, redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro,bolas de cristal. – Foto Site Oficial Instituto Inhotim ©

O acervo botânico conta com 181 famílias botânicas, 953 gêneros e pouco mais de 4.200 espécies de plantas vasculares. O Inhotim possui o que se acredita ser a maior coleção mundial de palmeiras, com cerca de 1400 espécies/híbridos/variedades.

Para além de tudo isso, o Instituto Inhotim ainda tem suas instalações excelentes resturantes com categoria gastrônomica ímpar, viveiro educador e núcleo de pesquisa. O site oficial do Instituto Inhotim é riquíssimo em informação e nele é possível obter dados para a visitação.

John Ahearn e Rigoberto Torres - Abre a Porta, tinta automotiva sobre fibra de vidro, 530 x 1500 X 20 cm, 2006. Foto: Eduardo Eckenfels ?4 - Site Oficial Instituto Inhotim
John Ahearn e Rigoberto Torres – Abre a Porta, tinta automotiva sobre fibra de vidro, 530 x 1500 X 20 cm, 2006. Foto: Eduardo Eckenfels © – Site Oficial Instituto Inhotim

A fim de facilitar o acesso aos locais de visitação mais distantes,o Inhotim dispõe de um serviço de transporte interno, feito por meio de carrinhos elétricos, com três rotas predeterminadas, totalizando 3,4 km e horários definidos, saindo sempre que a capacidade de um carrinho estiver completa, ou seja, cinco passageiros. Também dispõe de rotas para pessoas com necessidades especiais em horários pré-agendados na recepção do Inhotim.

Saiba mais na entrevista: – Bernardo Paz

Dicas para quem vai mudar de país

Com frequência recebo muitos emails de leitores e leitoras que pretendem mudar de país (em especial para Portugal) e pedem dicas, sugestões, ou até mesmo querem saber como é viver aqui  em Portugal, o que vestir, o que comer, como é a cultura, etc. Diante de tantos pedidos decidi escrever um artigo sobre isso, mas antes de qualquer coisa quero deixar bem claro que trata-se apenas da minha experiência e opinião pessoal enquanto brasileira a viver em Portugal há quase uma década.

O ponto fulcral se você deseja mudar de país (seja Portugal, Espanha, França, etc) é estar aberto ou aberta para o novo, para novas culturas, para novas experiências e olhar com olhos de aprendizagem. O que é isso? Olhar com olhos de aprendizagem? Olhe, observe, aprenda, não tire conclusões precipitadas, seja respeitoso, você  não está no seu país. Aprenda a lidar com o diferente. Não queria obrigar que as pessoas façam, falem ou pensem como você.  Não discuta tentando provar seu ponto de vista, você não vai sair vencedor  na discussão!

Antes de expor alguns tópicos começo por enfatizar que cada pessoa é uma pessoa, cada ser vivencia um tipo de experiência de uma forma, portanto o que eu acho lindo, o meu vizinho pode achar horrendo, e vice versa. Digo isso apenas para dizer que conheço muitos brasileiros que vivem em diversos países e ao partilharmos nossas experiência pude concluir que são bastante diferenciadas entre si mas também com alguns pontos comuns. Por isso e por ter dito inicialmente que é APENAS a minha opinião pessoal, espero não receber aqui uma avalanche de emails “fofinhos” (ironia) a falarem um festival de besteirol, certo? Dito isso, vamos aos pontos principais, achei melhor dividir por tópicos para ficar mais fácil refletir e analisar cada um deles.

Dicas para quem vai mudar de país

Dicas para quem vai mudar de país

1- Calor humano e afetividade

Se você brasileiro ou brasileira pretende sair do Brasil e acredita que em outro país vai encontrar o mesmo calor humano que você tem em seu país, esqueça. Cada povo é um povo, cada cultura é uma cultura. Se no Brasil é “legalzinho” acabar de se conhecer e dar 2 ou 3 beijinhos, abraço ou algo similar, em outros países não é tão comum. Minha sugestão é que você antes de se soltar…observe. Isso vale para homens e mulheres. Para os homens contenham as brincadeirinhas, nem sempre são bem vistas. Para as mulheres contenham a simpatia, garanto que excesso de simpatia pode ser  mal interpretado, principalmente se notarem que você é brasileira.

2- Má fama do brasileiro e da brasileira

É real. Existe. Queiram ou não queiram, brasileiro em diversos países do mundo (e em diversos planetas espalhados pelas mais variadas galáxias)  tem fama de espertinho, malandro, que adora levar vantagem. Já a brasileira tem a fama de ser fácil, vulgar, oferecida, e destruidoras de lares. Sim, riam-se bastante, as brasileiras são responsáveis por destruirem o lar dos “bem casados”. Fazer o que né? Acho melhor não me aprofundar muito neste item, embora adorasse dizer aqui algumas verdades que alguns preferem não ver, mas deixa para lá.

3- Alimentação

Se você é esquisito ou esquisita com relação a comida, e só come a carne se for feita de um jeito, o arroz tem que ser roxo, o feijão tem que ser amarelo, a maçã tem que ser azeda….e supõe que em outro país você vai encontrar em abundância tudo que você come e está acostumado em seu país, desista. Como eu disse acima, cada cultura é diferente de outra e isso aplica-se também na gastronomia. Seja na França, no Japão, no Chile ou na Guatemala, cada povo tem seus alimentos próprios, suas comidas típicas,  e não adianta ter chilique porque você não vai encontrar seu prato preferido nos restaurantes e seus produtos preferidos nos supermercados. Portanto se quer morar em outro país terá que se adaptar, eu por exemplo não como carne vermelha há anos. Optei por carne branca já que aqui em Portugal eu não consigo gostar da carne vermelha que é servida na maioria dos restaurantes.

4- Remédios

Aqui farmácia é onde vende remédios, drogaria vende produtos de limpeza e alguns outros etcs…. Não sei em outros países mas em Portugal você só compra remédios com receita médica, com exceção apenas para paracetamol, ou algo leve. Remédios específicos e antibióticos só são vendidos com receita médica, e não adianta chorar, desmaiar, espernear: Não vende e pronto. Certo?

5- Roupas

Relativamente aos preços como sempre digo, eu acho que em Portugal tudo é muito mais barato que no Brasil e com qualidade superior, nisso incluem-se as roupas e sapatos. O que usar? Costumo dizer que em Portugal são 9 meses de frio e 3 de calor. As roupas compradas no Brasil, na minha opinião não tem capacidade para nos aquecer o suficiente. Por isso a dica é sempre para que deixem para fazer as compras de roupas de inverno aqui em Portugal.

No quesito comportamento as roupas são outro ponto importante. Para as mulheres sugiro que sejam mais discretas com relação aos decotes, a saias curtas, etc. Como disse acima,  um decote mais profundo pode dar margem para uma abordagem nada agradável e que certamente você não vai gostar do que irá ouvir, tanto das mulheres como dos homens.

6- Amor, paixão, devaneios e casamentos

Esses assuntos são temas de muitos emails que recebo. O que eu posso dizer é que no Brasil, no Canadá, na França, no Japão, na Indochina, em qualquer lugar do mundo há gente boa e gente má, há mentirosos e mentirosas, há pessoas de péssimo carácter e de bom carácter, há gente que trai e há gente honesta e íntegra, há os que não valem absolutamente nada e há os que são dignos e prezam a palavra dada, há os infiéis e há os fiéis, há homens casados e que tem duas ou três amantes, há mulheres casadas e que também traem.

Por isso e como podem ver a lista é bem longa e teria muito mais a dizer, mas não se pode generalizar, há de tudo infelizmente, o bom e o mau. O que posso dizer é que antes “viajar na maionese”, ou seja, antes de entrar em devaneio e achar que encontrou o seu príncipe encantado ou a sua princesa encantada….CUIDADO, a surpresa pode não ser nada boa (e quase sempre não é). A mentira tem perna curta, mas até você descobrir a verdade você vai ter quebrado bem a sua cara e se decepcionado bastante.

7- Idioma

Sou totalmente contra o acordo ortográfico, não importa pelo qual motivo isso foi decidido, acho um absurdo. Dito isto, começo por dizer que a língua mãe é o português de Portugal, todo o resto para mim é derivado. Em Portugal falam errado? Sim falam, especialmente quando soltam um “Disse-me à mim”, “colocação” esta que fere meus tímpanos. Deixando os que falam e escrevem errado porque felizmente são poucos os beócios e beócias que me deparo pela frente, em Portugal geralmente as frases são bem construídas e os verbos usados adequadamente. Já no Brasil não se pode dizer o mesmo. Nós simplesmente não falamos como eles. Temos nossas expressões idiomáticas, que refletem uma grande mistura e influência de outros povos como os indígenas, o espanhol e o italiano. Não vale muito a pena entrar em detalhes senão poderíamos desencadear aqui um incidente diplomático. Resumidamente você vai ouvir muitas vezes que o brasileiro não sabe falar, ou que você fala tudo errado. Portanto, finja-se de surdo ou surda se não quiser ter um enfarte.

8- Amizade

Geralmente as relações são meramente cordiais. Tenho amigos e amigas que moram na Itália, na Espanha e Inglaterra que dizem sempre o mesmo, ou seja, para se dizer que se tem uma amizade “a coisa é demorada”. O conceito de amizade é bem diferente do conceito que temos no Brasil. No Brasil é muito fácil iniciar uma conversa sem ser mal interpretado. No Brasil é fácil ir ao salão de beleza começar conversar com a “vizinha” de cadeira e logo nos tornarmos amigas e irmos tomar um café juntas ou até mesmo fazermos compras num centro comercial.

Aqui na Europa não é assim tão fácil. Este é mais um item que eu adoraria me aprofundar mas penso não ser positivo para o leitor. Embora o blog seja meu e eu possa falar o que me apetece, há alguns detalhes que não devem ser muito explícitos, se é que me entendem….

9- Pontualidade

O mundo inteiro pode não ser pontual com os horários, mas eu sou e exijo que sejam comigo. Odeio atrasos e abomino ainda mais quem falta com a palavra sem sequer dar uma justificativa convincente. Brasileiro tem fama de não cumprir horário, por isso esteja atento, eu já presenciei cenas em consultórios médicos e outros locais onde a pessoa se atrasou por 10 minutos e não foi atendida,  por isso se você quer ter seus direitos, cumpra com os seus deveres.

10- O jeitinho brasileiro

O famoso e tão mal falado jeitinho brasileiro. Esqueça isso em casa ok? Não pense que aqui em Portugal ou sei lá onde for, você  vai chegar e conseguir “jogar sua lábia” e conseguir convencer que te façam algo que seja ilegal ou que esteja fora dos parâmetros de conduta estipulados pela empresa ou pela repartição pública. Pode haver corrupção em altos escalões, isso é outra história. Mas por amor de Deus esqueça o jeitinho brasileiro dentro da gaveta em sua casa. Aqui não funciona ok?

11- Comportamento

Outro dia estive em Óbidos e me deparei com diversos turistas brasileiros em excursão. Gente, eu tive vontade de me esconder no primeiro buraco que tivesse no chão. Era uma verdadeira balbúrdia! Uns gritavam, outros riam, atrapalhavam todo mundo porque queriam tirar foto a cada metro que andavam. Por favor, pelo amor da SANTA, se você é brasileiro ou brasileira, não precisa sair gritando pelas ruas, tão pouco falando alto nos restaurantes ou supermercados só para mostrar que você é estrangeiro. Ninguém, mas é que absolutamente ninguém está interessado nisso. É feio, é deselegante, é ridículo e só mostra que você nunca saiu do seu país e agora que saiu quer gritar aos 4 cantos que é brasileiro. Poupem-nos de sermos mais “avacalhados” do que já somos, certo?

12- Educação

Educação. Outro tema que daria um livro. Pessoas sem educação, existem? Sim, muitassssssssssss, toneladas delas. Pessoas estúpidas, grosseiras há em todo e qualquer lugar, e aqui não é diferente. Se você acha que vai chegar no restaurante e que o garçom vai perder tempo com você a explicar cada um dos pratos, esqueça.

Se você acha que basta um sorrisinho para obter a atenção de quem quer que seja, engana-se ainda mais. Mais vale um bom dia ou boa tarde bruto, curto e direto do que florear muito e logo a seguir você levar um belo de um coice na cara. Seja objetivo, seja objetiva, não esqueça as palavras mágicas: Bom dia, com licença, por favor e muito obrigada.

Antes de ir a um local pense, qual o seu objetivo, o que você deseja? Foque no que pretende e siga em frente. O “floreamento” que há no Brasil nem sempre é importante (ou bem visto) em outros países, ao contrário, se você demorar muito para escolher corre o risco de ficar plantado a espera de quando for possível…..Seja cordial, educado, e gentil dentro do normal.

13- Intimidades no tratamento

O TU é utilizado em Portugal quando se tem intimidade com a pessoa. Caso a pessoa em questão não seja seu colega de trabalho, ou caso a pessoa não lhe diga para trata-la por TU, trate-a por VOCÊ. O VOCÊ é sinal de distanciamento. Se a pessoa tiver uma certa idade trate-a por SENHOR ou SENHORA. Outra coisa aqui em Portugal existem alguns tipos de tratamento diferenciados relativamente a profissão: Se for engenheiro, trate-o por Sr. Engenheiro. Se for arquiteto,  trate-o por Sr. Arquiteto. Nos demais casos onde a pessoa tem uma formação acadêmica, trate-a por Doutor ou Doutora. Isso em Portugal é importante, portanto procure antes se informar para não cometar gafes.

14- Falsidade, hipocrisia, ironia

Alguns povos usam de ironia para dizer algumas coisas, ou usam de jogo de palavras para dizer algo que não lhes agrada. Garanto que aqui em Portugal você vai ouvir várias, até porque alguns acham que ser irônico é sinônimo de ser inteligente. Portanto, mais uma vez finja-se de surdo ou surda, ou melhor, se não tiver mesmo saída finja que não fala português. Garanto que é melhor do que começar uma discussão.

Com o tempo você desenvolverá um mecanismo de defesa muito importante que é conseguir “desligar” do que está a sua volta. Por vezes isso será muito útil. Tente não prestar muito a atenção ao que estão a conversar a sua volta, garanto-lhe que vai lhe poupar de muitos dissabores.

A falsidade, uma pessoa pode estar a ser simpática mas algumas vezes não é bem isso que ela sente (ou pensa) naquele momento. Muitas vezes ela só quer te despachar o mais rápido possível ou terminar a conversa sem ter que se alongar muito, daí a “simpatia” serve de camuflagem. Quando isto acontecer não tarda muito você descobre o contrário.

15- Aprender

Morar em outro país vai te trazer uma grande “bagagem cultural”, mas acima de tudo vai te ensinar a conhecer-se e a conhecer o próximo. A vida é um eterno aprender. Cada segundo, cada minuto, cada dia, é uma aprendizagem. Não estou a filosofar. Estou a dizer o que eu sinto.Cada pessoa nova que entra em sua vida lhe trará algum tipo de aprendizagem, boa ou má.

Às vezes temos a felicidade de conhecer seres iluminados, eu felizmente posso dizer que em Portugal tive oportunidade de conhecer pessoas fantásticas, inteligentíssimas, cultas, educadas, pessoas incrivelmente encantadoras, tanto homens como mulheres.

Infelizmente o contrário também posso dizer, posso dizer que tive os desprazer de conhecer seres repugnantes, mas como eu digo isso existe no Brasil (ou em qualquer outro país). Resta-nos APRENDER a separar o joio do trigo, colher os bons frutos, afastar-se do que não nos interessa, respeitar o próximo e o espaço alheio e seguir em frente de cabeça erguida e com a certeza de que fizemos o nosso melhor. Quanto ao resto, bem…o nome já diz, é só: o resto.

Viagens para a terceira idade

Mais um artigo de extrema importância desenvolvido por Pedro B. onde o tema central são as viagens para a terceira idade. Na minha opinião um texto surpreendente e que nos dá um olhar de outro prisma. Espero que apreciem!

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Viagens para a terceira idade

A segmentação de mercado é uma técnica de marketing para rentabilizar ao máximo o investimento num determinado segmento. Ao isolarmos um determinado grupo-alvo, estamos a criar condições específicas para irmos ao encontro das necessidades e expetativas de um grupo de pessoas que comungam de um conjunto de critérios pré-determinados, refletidos num produto ou serviço.

Estes critérios estão assentes, fundamentalmente, nas características geográficas, demográficas, psicográficas e comportamentais. Encontrar um denominador comum capaz de produzir uma linha de comunicação eficaz e capaz de impactar um determinado grupo-alvo de uma forma harmoniosa e coerente, faz com que os operadores de mercado consigam criar produtos rentáveis e equilibrados.

Basta pensar nisto: Tenho condições para criar um ótimo produto, mas não sei quem serão os meus clientes. Para isso, tenho de fazer vários testes ao mercado, com os custos que isso implica, até perceber para quem dirigir este produto. Se, pelo contrário, eu detetar uma determinada necessidade num conjunto de pessoas, cujas características atrás descritas são comuns, então adaptarei o meu produto a essas pessoas, a esse segmento de consumidores, e reduzirei enormemente os meus custos, pois sei como comunicar com elas, onde e como elas compram e quanto estão dispostos a gastar em média.

A segmentação é, portanto, uma arma de incrível eficácia à disposição das empresas e um facilitador para nós, enquanto consumidores. Existem muitas segmentações e elas variam de mercado para mercado. Por exemplo, no Japão, os consumidores são divididos etariamente por escalas de dois anos (10-12 anos; 12-14 anos, etc.). Nos Estados Unidos há um mercado específico para os afro-americanos. Mas podemos segmentar consumidores pelas suas características físicas, por exemplo, o nicho de mercado dos canhotos, ou pelo seu estado momentâneo – o segmento de mercado das grávidas. Enfim, existem um sem número de segmentações e, naturalmente, a 3ª idade é hoje um segmento extraordinariamente importante, principalmente nos mercados de consumo mais desenvolvidos.

Várias razões podem ser apontadas. Envelhecimento da população, aumento da esperança média de vida (provocando o aumento do tempo médio de reforma), maior poder de compra, melhor condição física, novos hábitos de consumo, etc. São tudo razões extremamente válidas para fazer da 3ª idade um segmento estratégico na sociedade de consumo. E o mesmo se passa quanto ao turismo. Calculo que estejamos a viver um “período de ouro” no turismo da 3ª idade, pois a 3ª idade contemporânea é composta pela chamada geração “Babyboomer” dos anos 60, os grandes responsáveis pela atual sociedade de consumo que hoje vivemos. São pessoas que procuram desfrutar ao máximo da sua vida e estão dispostas a investir tempo e dinheiro nisso. Muitas delas, por exemplo, não têm descendência, logo a sua atenção e recursos são direcionados de uma forma diferente do habitual. São uma geração que quebrou tradições e impôs novas regras à sociedade… E o mercado sabe disso.

E chegados aqui, entramos num paradoxo muito interessante. Existem cada vez mais produtos criados especificamente para a 3ª idade, cujo maior esforço é tentar mostrar ao seu público-alvo que não entrou ou pertence à 3ª idade. É curioso não é? Eu também acho. E por isso, tenho uma antipatia natural pelos produtos criados para este segmento específico (se calhar é porque estou a aproximar-me a passos largos para este segmento e não o quero admitir).

Mas eles existem e, na verdade, são de extrema utilidade e muitos deles estão muito bem feitos e muito bem pensados, pois antecipam necessidades específicas e apresentam soluções, que de outra forma, não seriam possíveis. Mais acrescento, que segmentações desta natureza podem ser extremamente úteis para o turismo relacionado com causas sociais. Abrir voluntariado com características especiais para a 3ª idade, parece-me ser uma ótima ideia e com uma grande potencialidade, pois a quantidade de pessoas reformadas da sua atividade profissional, mas com vontade, energia e “know-how” para contribuir para uma sociedade melhor, é enorme, e muitas vezes, estão adormecidos, pois não conhecem ou não concebem que tal seja possível.

Na verdade, tudo isto é uma novidade. Este segmento de mercado é bastante recente em termos de categoria de consumo. Isolá-lo é um passo enorme para acabar com a descriminação e admitir que a 3ª idade não tem de ser um calvário ou uma antecâmara antes da nossa morada final, e os produtos turísticos têm, neste segmento, um grande protagonismo, pois a sua imaterialidade alimenta sonhos e confere energia para prolongarmos a nossa vida… aliás, como em qualquer outro segmento de mercado.

Museu do Acordeão em Paderne

Eu que supunha que já tinha visto museus de todos os tipos, enganei-me e descobri um fabuloso, o ‘Museu do Acordeão‘ situado em Paderne, Albufeira. O acordeão é um instrumento típico da região do Algarve, por isso o Museu do Acordeão é mais do que uma mostra de instrumentos, é uma homenagem a cultura local e ao povo Algarvio.

Os turistas poderão ver em exposição peças únicas como acordeões, concertinas, fotografias, medalhas, cartazes e vestuário típicos; são mais de 1.500 peças de grande valor cultural. O senhor Francisco Sabóia, é acordeonista e proprietário de quase todas as peças ali expostas, que antes estavam guardadas num armazém, em Loulé. A criação do Museu do Acordeão é a realização de um grande sonho do senhor Francisco Sabóia,  hoje diretor deste espaço cultural.

Vejam o vídeo abaixo que mostra um pouco do Museu do Acordeão:

O objetivo deste espaço sensacional é divulgar a história e importância do acordeão, dar a conhecer as novas gerações a importância cultural deste instrumento, e e estimular o interesse em novos músicos. O único museu dedicado ao acordeão existente em todo o país, desde a sua inauguração em 2011, tem atraído centenas de visitantes ávidos por conhecer mais sobre este belo instrumento e sobre a cultura local.

Parabéns à Paderne, parabéns ao senhor Francisco Sabóia, por tornar o nosso amado Portugal mais rico em algo que nos é tão importante, a música e a cultura!

Casa Museu do Acordeão
Rua António Aleixo
Edifício da Banda Filarmónica – Traseiras
Paderne
Tel: 289 543 094

Fonte: Região Sul

Viagens para Solteiros ou livres e desimpedidos

Hoje o Big Viagem traz para vocês um texto muito interessante acerca de um tema que habitualmente os nossos leitores e leitoras costumam nos questionar e pedir sugestões e opiniões: – Viagens para Solteiros ou livres e desimpedidos.

Um texto inteligente e super perspicaz de autoria de Pedro B. , que sem dúvida vos fará refletir imenso sobre o assunto!

Boa viagem!

Viagens para solteiros, livres e desimpedidos

Viajar é muito mais do que um simples acto de nos deslocarmos de um ponto A para um ponto B. Viajar é um momento aspiracional que todos nós interiorizamos desde a nossa tenra infância até muito depois da nossa morte… Lembrem-se da nossa “última viagem”, a qual, consoante as nossas crenças e religiões nos poderá levar para o céu, ou para um lugar com 70 virgens à nossa espera, entre outros imaginativos paraísos prometidos.

Por isso, desde muito cedo, fantasiamos com este momento, discutimo-lo com os nossos amigos e amigas, fazemos listas de destinos e um sem número de coisas que alimentam o nosso espírito e muitas vezes servem de muleta para chegarmos até ao fim de mais um cansativo e exigente dia.

Viajar, por tudo isto, faz parte do nosso inconsciente coletivo, e mesmo que não o possamos fazer, conquistamos o direito a sonhar com a “viagem de sonho”. E esta viagem de sonho vai mudando ao longo do tempo, moldando-se à nossa personalidade e mutando-se conforme o nosso humor, as nossas necessidades e expectativas.

O fim da nossa adolescência é, sem dúvida, um período da nossa vida rico em mutações. Ainda somos jovens, temos a certeza que somos imortais e podemos ser o que quisermos. Vivemos uma vida alucinante, recheada de novas descobertas e sensações e queremos mais, muito mais… e não ficamos minimamente cansados… Na verdade, nem sequer conseguimos perceber como é que os nossos pais e as pessoas mais velhas estão cansados do seu dia de trabalho. Não faz qualquer sentido e fingimos compreender esse cansaço porque nos queremos integrar e não nos chatear muito com isso. É uma época maravilhosa.

É nesta altura que descobrimos o amor, ou algo parecido com isso, mas certamente muito próximo. E começam as nossas grandes fantasias, que, quer queiramos ou não, vão-se prolongar até ao fim dos nossos dias (quem não concorda que dê o primeiro passo).

Viajar sozinho/a, livre e desimpedido/a é uma dessas fantasias. Chegar a um lugar exótico, em que tudo é fácil e feito à nossa medida, onde as mulheres e os homens são os seres mais bonitos e perfeitos jamais concebidos e, pasmem-se, adoram-nos de uma forma quase exagerada e com um grau de devoção e intensidade impossível.

Sabemos que não existem lugares assim, mas recusamo-nos a deixar cair este “eldorado” que povoa a nossa consciência. Recusamo-nos porque acreditamos que a vida é um momento extraordinário e nunca perdemos a esperança, por muito ténue que seja, que esse momento pode aparecer mesmo ao virar da esquina ou ao virar do globo.

A nossa “lista de compras emocional” tem de conter esta viagem. E se a conseguirmos realizar? Como irá ser? Vamos mesmo encontrar este “eldorado” povoado de seres que nos vão idolatrar e acrescentar um novo sentido à nossa vida? (tenho que avisar as nossas leitoras que quem vos escreve é um homem e esse facto, tenho a certeza, condiciona uma possível perspectiva e opinião sobre esta “viagem”).

Acredito, francamente, que não. Mas a destruição deste mito também tem um efeito positivo e, de alguma forma, relaxante, pois podemos passar ao próximo item da tal “lista e compras emocional”.

Não vamos encontrar esse “eldorado”, mas vamos encontrar inúmeras outras razões que nos podem levar a ser pessoas muito melhores e realizadas.

Tenho que começar por vos dizer que a preparação desta viagem é um acto de egoísmo extremo. Estamos a pensar apenas em nós e mais ninguém. Tudo aponta para a satisfação das nossas necessidades e nada mais, necessidades essas que vão muito mais além do que conhecer um novo lugar, uma nova cultura, uma nova forma de vida.

Mas esta perspectiva não tem de ser negativa. Pelo contrário, trata-se de um momento nosso, que trabalhamos arduamente para o conquistar e que conseguimos materializá-lo. E esta materialização só tem sentido assim. Esta é a “minha viagem”, feita à minha medida e mais ninguém tem nada a ver com isto.

Termino com uma lista das prioridades e reflexões que poderão estar associadas a esta viagem:

1. Sexo: Quando estamos a planear esta viagem pensamos inevitavelmente neste assunto e prevemos que tudo irá ser mais fácil do que o habitual. Não é verdade. Estamos mais permeáveis e sujeitos a esquemas que nos poderão prejudicar e estragar a nossa viagem. Mas não desanimem. O que aconselho é muita prudência, muita segurança e que as coisas não vão ser tão fáceis como julgamos. Se o forem, prestem muita atenção porque certamente poderemos estar envolvidos num esquema menos saudável.

2. Ego:  Podemos ser quem quisermos: Temos tendência para ser e para nos revermos naquilo que os outros pensam de nós. Esta viagem pode ser a oportunidade de nos afirmar de formas diferentes e testarmos traços da nossa personalidade. Mas cuidado, por muitas variações que possamos empreender, existe sempre uma base assente em ética e valores apreendidos a longo da nossa vida que nos caracterizam enquanto seres humanos e sociais. Mexer nestes fatores básicos pode ser desastroso. Mas ensaiar um “novo eu” pode ser um exercício muito divertido e compensador.

3. Segurança: Estamos a viajar sozinhos, estamos com muita vontade de conhecer novas pessoas, novos ambientes e viver novas aventuras. Estamos, portanto, permeáveis a um conjunto de situações que não dominamos. A segurança deve ser muito cuidada para garantir que a nossa viagem de sonho não termine em pesadelo. Uma das grandes ferramentas que temos à nossa disposição para nos ajudar neste capítulo é, sem dúvida, o “bom senso”. Se há alguma coisa que não pareça correta é porque, provavelmente, não está correta. Os nossos instintos, na maior parte das vezes, estão certos.

4. Dinheiro: Viajar sozinho e com uma predisposição anormal para cumprir sonhos e desejos vai-nos sair, certamente, mais caro do que viajar acompanhado ou em grupo, uma vez que não partilhamos custos, por exemplo, no alojamento ou nos transportes. Bem sei que os sonhos não têm preço, mas uma viagem tem de ter um princípio e um fim. Saber usar os nossos recursos financeiros de uma forma equilibrada ao longo da nossa viagem é muito importante.

5. Solidão: Ao longo desta viagem vamos ter momentos de solidão e ninguém para partilhar um determinado momento ou situação e isso pode ser “stressante”. Mesmo que nas nossas cogitações iremos conhecer milhares de pessoas muito divertidas e incrivelmente bonitas, temos de estar preparados para lidar com estes momentos de solidão. Antecipá-los é meio caminho andado para os gerir da melhor forma possível e conseguirmos tirar o melhor proveito de momentos só para nós próprios.

6. Sorrir: Sorrir e ter uma atitude positiva atrai pessoas. Ter a capacidade de sorrir de uma forma autêntica pode ser o “ice breaker” mais eficaz à nossa disposição e quem sabe, o ingrediente secreto das viagens de sonho.

Celebrar o Natal nos parques e monumentos de Sintra

A Parques de Sintra propõe inúmeras atividades para o mês de dezembro, mês do início do inverno e também do Natal. Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2014, três atividades do projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” permitirão a fruição do património a cegos ou amblíopes, surdos e pessoas com mobilidade condicionada: Jardins de Monserrate Sem Barreiras, Património em Gestos e Sentir o Património, todos no Parque de Monserrate.

O Workshop de Sabonetes Naturais, que terá lugar na Quintinha de Monserrate, no dia 13 de dezembro, permitirá aos participantes aprenderem a fazer sabonetes totalmente vegetais, usando plantas aromáticas e medicinais e especiarias.

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Natal tempo de fazer, partilhar e saborear- Foto Susana Morais ©

E como o Natal faz as delícias das crianças, nos dias 14 e 21 de dezembro, há duas atividades a pensar especialmente nos mais pequenos. Na atividade Natal é tempo de… Fazer, Partilhar e Saborear, na Quintinha de Monserrate, os participantes fazem Bolo-Rei e Bolo-Rainha (e mais tarde saboreiam-nos), enfeitam a árvore de Natal, decoram as botinhas para pendurar na chaminé e ouvem uma estória de Natal à lareira.

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Concerto para Bebés – Foto Susana Morais ©

Na atividade Concerto para Bebés: Manhã de Natal, que terá lugar no Palácio de Monserrate, a magia e o encanto do Natal fazem-se sentir num espetáculo musical interativo que estimula o sentido melódico e rítmico dos participantes e promove a interação lúdico-musical entre pais e filhos.

No dia 20 de dezembro realiza-se mais uma Sessão de Horticultura Biológica de outono/inverno, na Quintinha de Monserrate, dedicada à fertilização orgânica.
Os passeios a cavalo e de pónei, ou de charrete no Parque da Pena, e o Sintra Canopy Slide, na encosta do Castelo dos Mouros, mantêm-se, estando a sua realização apenas dependente das condições meteorológicas.

Para quem prefere exposições, é possível visitar a exposição 180 anos da morte de D. Pedro IV, no Palácio de Queluz, a exposição “Vitrais e Vidros: Um Gosto de D. Fernando II”, no Palácio da Pena, e a “Melhores Imagens do BIO+Sintra”, no espaço Info Parques de Sintra e no Palácio de Monserrate. É ainda possível assistir ao documentário “A Sinfonia”, no espaço Info Parques de Sintra.

Poderão obter maiores informações sobre como participar bem como preçário em:

www.parquesdesintra.pt

 – www.facebook.com/parquesdesintra

Dicas de passeios em Visconde de Mauá

É impossível passar por Visconde de Mauá (município de Resende, estado do Rio de Janeiro) e não se lembrar de toda a natureza preservada, das vilas, montanhas e cachoeiras do alto da Serra da Mantiqueira. A tranquilidade e o clima tropical de montanha movimentam a região todo o tempo. Mas alguns passeios turísticos ganham destaque entre as três Vilas, e garantem toda a diversão aos visitantes.

Passeios em Visconde de Mauá
Paisagens – Visconde de Mauá

Na Vila de Maringá está localizada a Alameda Gastronômica, principal centro comercial de Visconde de Mauá. Andar pela rua já garante um longo passeio, pois é ali que está concentrado o maior número de pousadas, hotéis, lojas, artesanatos, e principalmente restaurantes e bares que oferecem desde pratos mais caseiros quanto outros mais requintados.

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Alameda Gastronômica em Visconde de Mauá

Uma dica para passar o tempo e conhecer as maiores cachoeiras da região é o Passeio dos Gigantes, realizado pela agência de turismo Remorini. O visitante passa pelas três maiores quedas d’água de Visconde de Mauá – Paiol, com 120 metros; Brumado, 90 metros; e 5 Estrelas, com 200 metros e a única das três que pode ser utilizada por banhistas.

Queda d'Água em Visconde de Mauá
Queda d’Água em Visconde de Mauá

O passeio é acompanhado por guias, que explicam um pouco mais dos pontos históricos, com direito a paradas em mirantes e a possibilidade de ter a melhor vista a partir do Mirante Zé Manuela, na Serra Verde, a 1.800 metros de altitude. As vilas com as simples e charmosas casinhas, e a famosa Pedra Selada, completam a bela paisagem local.

Passeios em Visconde de Mauá
Visconde de Mauá

Outra atividade bem procurada é a visita aos pesqueiros das Vilas, que duram um dia todo, principalmente se feitas em grupos de amigos ou entre familiares. É o caso do Pesqueiro Karijó, na altura do Vale da Capelinha; o Pesque e Pague Rio Preto, no Vale do Rio Preto; e duas opções no Vale de Santa Clara: o Truta Rosa, mais requintado; e o Restaurante Trutas da Floresta, com ambiente mais rústico.

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Placas Indicativas em Visconde de Mauá

Além desses passeios, é possível se divertir nas próprias pousadas e chalés da região, muitos deles com piscinas naturais, cascatas, cachoeiras, jardins, e opções confortáveis dentro dos quartos. O mesmo acontece com os restaurantes nas Vilas de Maringá, Mauá e Maromba, onde o visitante pode apreciar a boa gastronomia (com pratos especializados em trutas e a base de pinhão), e ainda conhecer um pouco mais de toda a redondeza pelo caminho.

Para quem gostou do post, acesse : Hotéis e Pousadas em Visconde de Mauá para saber mais informações sobre pousadas em Visconde de Mauá e boa viagem!

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