Teatro amazonas, manaus

Sendo a capital do estado do Amazonas e a capital financeira da região norte brasileira, Manaus é uma das cidades importantes de todo o Brasil. Os monumentos históricos de Manaus são alguns que todo o brasileiro deve ver pelo menos uma vez.

É a cidade com a maior densidade populacional da região, com mais de 2 milhões e 200 mil habitantes, segundo os últimos números oficiais, e um dos principais destinos do país.

No início do século XX, a importância da cidade, aliada à sua beleza, levaram mesmo a que fosse chamada de Paris dos Trópicos, em comparação com a capital francesa e centro cultural da elite bem-pensante e glamorosa da Europa. Essa influência internacional mantém-se até hoje, sendo a nível cultural, econômico ou ambiental.

Devido à produção de borracha, Manaus desde cedo que atraiu muitos emigrantes, em busca de uma vida melhor, que contribuíram para a industrialização e a modernização da cidade.

Esta soube crescer de forma sustentada e integrada, abraçando a modernidade sem largar a tradição. Isso levou a que se tornasse numa cidade cosmopolita, com grande respeito pela sua história. É considerada por muitos a quarta melhor cidade para se viver em todo o território brasileiro, o que diz muito do seu potencial.

O seu nome deriva da tribo de inícios Manaós, que habitavam na região. Essa provém da palavra indígena que significa Mãe dos Deus, um nome muito apropriado. No início, a cidade chamou-se Barra do Rio Negro, em homenagem ao rio que banha a região.

Graças à sua localização privilegiada, assim como à fertilidade das suas terras, os colonizardes portugueses rapidamente se fixaram no local. Rezam os documentos históricos que isso aconteceu no ido ano de 1669, data que se tornou na fundação oficial de Manaus.

Apesar de ser um importante centro financeiro e econômico da região norte brasileira e do próprio Brasil, Manaus é também uma cidade com um legado histórico e cultural muito rico e variado, que não despreza os seus antepassados indígenas.

Além disso, essa aposta na cultura tem gerado em Manaus uma massa crítica exigente e extremamente criativa. É o caso de escritores como Milton Hatoum ou Aníbal Beça, os músicos Chico da Silva ou Teixeira de Manaus ou poetas como Astrid Cabral.

Quem visita Manaus pode perder vários dias apenas num roteiro cultural, pelos vários monumentos e edificações históricos da cidade. Para os amantes das Artes e da Cultura, criámos uma lista com os melhores locais a não perder, tanto para os nacionais como para os estrangeiros, que visitem Manaus pela primeira vez.

Instituo Geográfico e Histórico do Amazonas

O Instituo Geográfico e Histórico do Amazonas, que responde simplesmente pelas iniciais IGHA, foi fundado em 1971 e localiza-se no casco histórico de Manaus, bem próximo da casa da democracia local, a Prefeitura.

 É aqui que funciona a Biblioteca Ramayana de Chevalier, onde repousa um dos mais ricos acervos literários do Brasil. São mais de 60 mil livros, documentos e obras raras de História e Geografia sobre a região amazônica.

É, por isso, um destino muito procurado por intelectuais e académicos do Brasil e não só, em busca de conhecimento sobre a região. E é também o edifício que alberga o Museu Crisantho Jobim, que guarda um acervo de objetos etnográficos indígenas, que inclui mobiliário, artesanato, cerâmicas e até aves empalhadas.

Manaus mantém uma relação muito próxima com o seu legado indígena e esta é uma das inúmeras provas em que esse casamento continua a viver dias felizes.

Monumento à Abertura dos Portos

Como um dos mais glorificadores monumentos históricos de Manaus, o Monumento à Abertura dos Portos sobe ao pedestal, no centro da importante Praia de São Sebastião, para assinalar a abertura dos portos e dos rios do Amazonas à navegação estrangeira. Esse foi um momento político fundamental para o desenvolvimento de toda a região, no ano de 1866 do século XIX.

A história do monumento é extremamente interessante e está também intrinsecamente ligada ao desenvolvimento da cidade. Em 1867 foi erguido em reconhecimento desse dia histórico e era um obelisco de origem grega, de ornamento simples.

No entanto, com a riqueza acumulada da produção da borracha, a cidade decidiu substituí-lo por algo mais elaborado. Em 1899, sob a supervisão do escultor italiano Domenico de Angels, era erguida a estátua atual, simbolizando os quatro cantos do mundo por um barco com um menino sentado. Cada um dos meninos navegadores segura nas mãos um objeto significativo.

Monumento a Tenreiro Aranha

Para quem gosta de estatuária pública, Manaus oferece uma coleção variada de monumentos. É caso da estátua a Tenreiro Aranha, o famoso escritor brasileiro nascido no estado do amazonas. Este monumento histórico de Manaus, situado na Praça da Saudade, mostra como a cidade tem uma forte veia literária e cultural, homenageando assim um dos seus grandes filhos das Artes.

O momento surgiu por proposta de Silvério Nery em 1883, se bem que, antes de se fixar na sua localização atual, acabou por passar por outras praças da cidade, incluindo aa atual Praça da Polícia – o seu primeiro local.

Porto de Manaus

A produção de borracha foi o grande impulsionador do desenvolvimento de Manaus, mas este só foi possível pela sua localização privilegiada e pela proximidade para com o porto. Por isso, o Porto de Manaus não deixa de ser um dos locais de maior valor histórico para toda a cidade e, inclusive, para toda a região do Amazonas.

Além disso, este é ainda o maior porto flutuante do mundo. Demorou cinco anos a ser construído, numa encomenda feita a engenheiros ingleses, e foi inaugurado em 1907, impressionando tudo e todos graças à sua engenharia.

Ainda hoje, continua a ser estudado e dado como um exemplo na área. Além do principal porto turístico da região, é ainda um local de compras para os locais, que afluem em grande número ao local todos os dias.

Relógio Municipal

Quando o prefeito José Francisco de Araújo Lima decidiu instalar um grande relógio no topo da Avenida Eduardo Ribeiro, durante o seu programa de embelezamento de Manaus, a escolha recaiu sobre um ourives suíço, berço dos principais relógios do mundo.

Chegou então à cidade uma máquina de grande fiabilidade, instalado numa torre de pedra com cinco metros de altura, que rapidamente se tornou num dos ícones de Manaus.

Dizem que o relógio continua a trabalhar na perfeição desde o primeiro dia, em 1927, altura em que o seu pedestal foi terminado. E, juntamente com o obelisco que assinala o centenário da cidade, compõe um dos conjuntos monumentais mais famosos de toda a região do Amazonas. É considerado, por isso, Patrimônio Histórico Estadual desde o ano de 1988.

Academia Amazonense de Letras

O estado do Amazonas foi, desde sempre, berço de vários escritores, poetas e autores de mérito firmado, tanto a nível nacional como internacional. As letras brasileiras agradecem e não só. Para honrar esse legado, em Manaus ergue-se a Academia Amazonense de Letras, um edifício de grande valor histórico, que é considerado Patrimônio Histórico do Estado. 

O edifício foi restaurado e adaptado às exigências dos tempos recentes, mas manteve a sua graça original, num gesto de grande respeito arquitetônico, que lhe já valeram vários prémios e distinções na área.

Palacete Procinvial

O Palacete Provincial, erguido no centro histórico, é um dos mais importantes monumentos históricos de Manaus e de todo o estado do Amazonas. Começando logo pelo seu valor arquitetônico, já que é uma construção centenária, que esteve desde sempre ligado à histórica do povo local.

Foi aqui que funcionou a residência presidencial oficial, o quartel da polícia e, atualmente, a Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas.

Desde 2005, após a sua renovação e restauro, o Palacete Provincial passou a ser de visita gratuita, até porque alberga um importante acervo histórico e cultural. É aqui que funciona o conjunto de cinco museus, os mais importantes de todo o Amazonas: o Museu de Arqueologia, o Museu da Imagem e do Som, o Museu da Numismática, o Museu Tiradentes e a Pinacoteca do Estado do Amazonas.

É, por isso, um paraíso para todos os amantes das Artes, da Cultura e da História.