O Egito é um dos países que maior fascínio continua a despertar na maioria de nós Afinal de contas, o Antigo Egito é considerado o berço da civilização moderna, com um legado importantíssimo para aquilo que o mundo ocidental é hoje. Isto inclui os monumentos mais famosos do Egito.

No entanto, ao contrário de outras civilizações antigas, o Egito acabou por crescer, desenvolver e modernizar-se, sendo hoje um dos mais atrativos países africanos. Situado no norte de África, numa localização geográfica privilegiada, o Egito tem sabido preservar essa memória do seu glorioso passado, mas sem perder de vista o futuro, num casamento perfeito entre tradição e modernidade, entre o ontem e o amanhã, entre a história e o cosmopolismo.

Com uma população de quase 95 milhões de pessoas, o Egito tem no turismo uma das suas principais fontes de receita, o que faz dele um país extremamente acolhedor e virado para os seus visitantes.

Tudo isso faz com que a experiência de visitar o Egito seja inesquecível, numa fusão entre misticismo, história, exotismo e modernidade. Se está a planejar umas férias ao Egito e não tem a certeza sobre o que visitar, nós preparámos de seguida um apanhado sobre os monumentos mais famosos do país e sobre tudo o que necessita saber sobre eles.

As Pirâmides

É impossível não começar uma lista dos monumentos mais famosos do Egito sem falar nas pirâmides. É nestes monumentos imponentes que pensamos automaticamente quando falamos no Egito e até dos mais famosos monumentos de África. Consideradas uma das sete maravilhas do Mundo, as pirâmides são mais famosas que o próprio Egito e um ícone arquitetônico único.

As pirâmides eram enormes túmulos funerários, onde eram depositados os corpos mumificados dos faraós que reinavam o Antigo Egito. Juntamente com eles, eram depositados alguns dos seus pertences mais importantes, como ouro e alimentos, que eram para a sua viagem ao Além. Isso fazia com que as pirâmides fossem autênticos tesouros, de tamanho monumental.

O seu tamanho incrível, juntamente com a sua antiguidade, fazem com que as pirâmides despertem também um fascínio especial, uma vez que continuam envoltas em alguns mistérios no que diz respeito à sua construção.

Sabe-se que foram erguidas à custa de mão-de-obra escrava, mas muitas pessoas continuam a acreditar que tiveram ajuda extraterrestre ou outro auxílio paranormal.

São três as pirâmides mais importantes de todo o complexo, cuja visita é obrigatória. A primeira é a de Quéops, que é a única maravilha do mundo antigo que continua de pé e em bom estado de conservação. Sendo a mais alta, é natural que seja também a mais importante. Do alto dos seus 140 metros de altura (e quase 250 de largura, na base), a pirâmide de Quéops servia de túmulo ao faraó homónimo.

A segunda maior pirâmide do Egito é a prâmide de Quéfren, a única que ainda tem o revestimento original branco, do calcário, no seu topo. A diferença para a terceira maior é abismal. A pirâmide de Miquerinos tem apenas 66 metros, quase metade da de Quéops. No entanto, não deixa de ser uma visita obrigatória também.

Normalmente, as excursões organizadas às pirâmides permitem desfrutar destas três, com visitas guiadas com guias especializados. No entanto, não deixe de fazer uma das excursões noturnas. O pôr-do-sol visto das pirâmides é uma das grandes experiências da Humanidade.

Grande Esfinge de Gizé

A seguir às pirâmides, a Grande Esfinge de Gizé será, provavelmente, o mais reconhecível ícone de todo o Egito. Esta estátua imponente representa uma cabeça humana em corpo de leão, ficando muito próxima da pirâmide de Queóps, formando assim um conjunto espetacular e emblemático. Existem poucas construções que despertem tamanhas sensações em todo o mundo.

Com cerca de 20 metros de altura, a Esfinge de Gizé continua a evocar os grandes mistérios do Egito Antigo, até porque ninguém sabe ao certo a sua função, o que representava ou mesmo quando foi construída.

Acredita-se que foi erguida na mesma altura do que a pirâmide de Quéfren e que deveria servir de guardião ao túmulo real, mas as especulações são muitas. O mesmo se passa com o seu nariz destruído, uma das suas imagens de marca. Enquanto uns o atribuem a Napoleão, a cultura popular acabou por o associar a Obélix, a personagem de banda-desenhada francesa. O mais certo é que este se tenha perdido com a erosão do tempo.

A Grande Esfinge de Gizé está para o Egito assim como a Mona Lisa está para Paris. É obrigatório visitá-la a quem vai ao Cairo e é obrigatório fotografá-la. Além disso, a sua localização privilegiada torna-a num marco único do mundo ocidental e não só.

Vale dos Reis

No Antigo Egito chamava-se Ta Iset Maat, ou seja, “o lugar da verdade”. Hoje em dia chama-se Vale dos Reis e é a necrópole onde estão os túmulos dos faraós do Império Novo. Ao todo, são 64 sepulturas e covas encontradas até há data, incluindo a de Tutancâmon.

A descoberta desta tumba, em 1922, teve direito a cobertura mundial por parte da comunicação social, tornando-se num dos grandes símbolos do Egito. Além disso, a sua descoberta foi também associada a várias tragédias pessoais, o que o associou imediatamente a uma grande maldição.

No entanto, a visita ao túmulo de Tutancâmon não é assim tão especial quanto se possa pensar. Se, por um lado, é necessário um bilhete específico apenas para essa tumba, por outro lado todos os tesouros descobertos no seu interior, pela equipa do arqueólogo Howard Carter, estão neste momento no Museu do Cairo.

Assim, faz mais sentido optar pelo outro bilhete turístico, que permite visitar três túmulos à sua escolha do Vale dos Reis. As tumbas de Ramsés IV ou VI, a de Tutmósis III ou a de Siptah são algumas das mais espetaculares. O ideal é visitar o Vale dos Reis logo cedo, para evitar filas e para ter tempo de ver tudo, sem confusões e com disponibilidade física e mental.

Museu Egípcio do Cairo

Se a memória do Egito Antigo continua a subsistir nas ruínas monumentais do passado, o Museu Egípcio do Cairo é o grande edifício onde esta é preservada, num encontro perfeito com a modernidade. Inaugurado em 1902, o museu tem vindo a expandir-se, à medida que a sua importância no Egito e no mundo tem crescido, estabelecendo-se como um dos monumentos mais famosos do Egito.

Basta olharmos para os números do museu para ficarmos surpresos. São cerca de 150 mil peças em exibição, numa coleção única, que continua a aumentar anualmente. Por isso, a expansão do museu continua a grande ritmo, estando marcada para 2022 a inauguração daquele que será o edifício do novo Grande Museu Egípcio.

Até lá, uma das suas principais atrações continuam a ser os tesouros encontrados pela equipa de arqueólogos liderada pelo inglês Howard Carter, em 1922, no túmulo de Tutancâmon. O que impressiona é a quantidade de tesouros que existiam num espaço tão pequeno.

Além disso, podem ser vistos relevos, estátuas, elementos funerários, pinturas e muitos outros objetos do Antigo Egito, numa visita que merece, pelo menos, meio dia de total disponibilidade para valer a pena. Salve um dia das suas férias no Egito apenas para o Museu do Cairo e verá que não se arrependerá nem um bocadinho.

Khan El Kalili

Porque o Egito não é apenas as ruínas e as memórias da Antiguidade, o Khan El Khalili é um dos monumentos obrigatórios para quem visita o Cairo e um dos monumentos mais famosos do Egito. É o bazar mais famoso não só do país, mas de todo o Oriente Médio.

Fundado pelo sultão Djaharks el-Jalili em 1382, o mercado situa-se bem no coração do Cairo islâmico, numa zona medieval entre muralhas, que faz com que a sua visita seja quase uma viagem no tempo.

Visitar o Khan El Khalili é ainda uma explosão de sabores, cores e cheiros, já que encontra toda uma paleta de produtos exóticos e incríveis. Lojas de tecidos, artesanato, joalharia, velas, especiarias, perfumes ou instrumentos musicais. Não falta nada neste bazar, formado por várias ruas estreias, onde os bordões dos vendedores se ouvem acima de todo o ruído dos milhares de visitantes.

Encontra ainda no mercado cafés, tão antigos quanto o próprio bazar, onde pode provar alguns dos melhores cás do Egito ou fumar o tradicional narguilé. O Café dos Espehos, o El Fishawi, é provavelmente o mais antigo, também por ser um dos mais antigos.

Está aberto todo o dia e sentar na sua esplanada é viver o Egito real, absorvendo toda a sua vida quotidiana de uma só vez. Se as paredes pudessem falar, estas seriam sem dúvidas umas das que mais teriam para contar.

Obelisco Inacabado

Porque o Egito não se limita ao Cairo, existem ainda vários dos monumentos mais famosos do Egito que deverá visitar fora da capital. É o caso do Obelisco Inacabado, uma obra de granito de 40 metros de altura, que nunca foi terminada. Isso faz com que ninguém saiba ao certo como é que ele era construído, já que existem várias perguntas por responder. Como, por exemplo, como é que eram transportadas as suas pedras.

Situada a norte de Assuã, o Obelisco Inacabado foi suspenso pelo aparecimento de uma fenda, tendo ficado abandonado até aos dias de hoje, mergulhado nesse tal amo de dúvidas.

Os especialistas acreditam que as pedras de que é construído eram transportadas de barco pelo Nilo acima, enquanto outras pessoas preferem acreditar na tal ajuda extraterrestre, de que também falámos no caos das pirâmides.


O que é certo é que este mistério do Antigo Egito é um dos monumentos mais interessantes para se visitar fora do Cairo. Além disso, a viagem é muito interessante e extremamente apelativa, especialmente para se ver as magníficas paisagens egípcias.

Mesquita de Al Rifa’i

A arquitetura religiosa egípcia não se limita às antigas pirâmides. Uma das suas provas maiores é a Mesquita de Al Rifa’i também conhecida como Mesquita Real, construída no final do século XIX perto da Cidadela de Saladino. É aqui que se encontram vários membros da família real egípcia, o que justifica a sua importância e a sua enorme imponência construtiva.

É uma construção de rara beleza no Oriente Médio e um exemplar único da arquitetura mameluco. Além das orações, na sua nave central, a mesquita alberga os túmulos dos reis Fuad I e Faruq, nas suas naves laterais. A acompanhá-los está a princesa Fadia e o filho Abu Shebak. É aconselhado que faça uma visita guiada, para podes desfrutar de todos os pormenores e segredos da Mesquita de Al Rifa’i, um dos monumentos modernos do Egito que merecem uma visita.

Cidadela de Saladino

A Cidadela de Saladino, assim conhecida por ter sido mandada erguer por Saladino, situa-se no Cairo e foi construída no século XII, com o objetivo de defender a cidade dos avanços dos europeus. O seu significado é assim especial: de antiga fortaleza a uma das principais atrações egípcias, onde os europeus ganham toda uma nova expressão.

Além da sua arquitetura militar única, com ameias e torres circulares, a Cidadela Saladino tem ainda uma das vistas mais espetaculares do Cairo, graças à sua posição geográfica privilegiada. Além disso, no seu interior encontra alguns monumentos importantes, como o Palácio Gawhara, a Mesquita do Sultão Hassan e, claro, a já mencionada Mesuqita Real de Al Rifa’i.

Este é um dos monumentos mais famosos do Egito, tal como o mercado Khan El Khalili, é mais interessante ser visitado sem guias turísticos. Experimente passear pelas suas ruelas e deixe-se perder no Egito real, absorvendo os seus cheiros, ruídos e vivências, numa experiência pessoal única e irrepetível.

Torre do Cairo

A Torre do Cairo é o monumento mais recente que encontrará nesta lista. Foi construído em 1961 e marca o skyline da capital egípcia de forma determinante, assumindo-se como um dos principais ícones da modernidade da cidade, dialogando de forma perfeita com a tradição e a memória do Egito Antigo, que se respira em praticamente todas as esquinas da cidade. Durante uma década, foi a mais alta torre de todo o continente africano.

A Torre do Cairo é, na verdade, uma torre de telecomunicações, mas o seu desenho arquitetônico inusitado tornam-na única. Construída em granito, com um traço estilizado, é coberto por uma treplica reminiscente de uma flor de lótus, que lhe dá um aspeto único.

Ao longe ou ao perto, é um inesperado ex-libris das selfies dos turistas e visitantes que passam pelo Egito. Infelizmente, a neblina que é muito constante no Cairo faz com que as fotografias da Torre do Cairo nem sempre sejam possíveis de tirar.